Erre rápido para atingir um vertiginoso sucesso
Erre rápido para atingir um vertiginoso sucesso

Erre rápido para atingir um vertiginoso sucesso

Como inovar sem errar? Erre rápido para atingir um grande sucesso criativo é o conselho desse artigo

Muito se fala em inovação.

Muito se fala sobre criatividade.

Em tempo de crise devemos criar.

"Em tempos de crise devemos sair do lugar comum": é uma constante na mídia.

Mas me pergunto e devolvo o questionamento para você: e a cultura do erro?

Desta ninguém fala....

Não podemos errar. "Em crise não há espaço para o erro", dizem os meios de comunicação.

E concordo. Em parte!

Entendo que a crise dá pouco espaço para o erro, até porque o fluxo de caixa das empresas está extremamente comprometido, os clientes minguando e a lucratividade rareando.

Mas, por outro lado, só as empresas mais inovadoras e criativas trarão soluções inusitadas para nadarem num “oceano azul”, expressão que ouvi recentemente num Encontro de Mentoria para Palestrantes, no qual tive o privilégio de palestrar ao lado dos grandes do Brasil.

E o grande ponto da questão, este que ninguém comenta, é que a inovação e a criatividade nascem de uma cultura do erro.

Não há como inovar sem errar. Não há como limitar a criatividade pelo medo de fracassar.

Infelizmente quem possui esta limitação sempre ficará em sua zona de conforto, jamais alçando novos ares e navegando no tal “oceano azul”.

Quantas e quantas organizações dizem para seus funcionários serem criativos e, ao menor sinal de erro, os punem com recriminações e ostracismo?

Quantas e quantas pessoas nos julgam por algum equívoco cometido e, ao invés de nos dar apoio – como nossa mãe o fazia quando éramos crianças aprendendo a andar – nos apontam dedos culposos e nós, por questões de ego, aceitamos esta culpa e nos limitamos.

E, neste momento, transcrevo um trecho do livro de Ed Catmull, presidente da Pixar Animation e Disney Animation, “Criatividade S.A.”:

“Em meu trabalho sempre vejo pessoas resistirem ao fracasso, rejeitá-lo e tentar evitá-lo, porque, a despeito do que dizemos, erros são embaraçosos. Há uma reação visceral ao fracasso: ele dói. Precisamos pensar no fracasso de forma diferente. Não sou o primeiro a dizer que, quando abordado de uma forma certa, pode ser uma oportunidade de crescimento. Mas a maneira pela qual a maioria das pessoas interpreta essa afirmação é que os erros são um mal necessário. Isto não é verdade. Erros não são ruins. Eles são a consequência inevitável de se fazer algo novo (e assim, devem ser considerados valiosos; sem eles, não haveria originalidade)”.

Portanto, meu amigo, se você deseja inovar, se deseja ter criatividade em sua vida, em sua carreira, em sua empresa: erre! Pois se você continuar repetindo o passado de forma segura, seu trabalho será sempre derivado, jamais inovador. Erre o mais rápido possível, mas buscando um aprendizado rápido e agressivo. “Falhe cedo e falhe rápido”, como diz Max Stanton, é um dos caminhos mais seguros e velozes para o sucesso.

“Acredito que os melhores gerentes reconhecem e abrem espaço para aquilo que não conhecem – não porque a humildade é uma virtude, mas porque até que a pessoa adote essa atitude mental, os grandes avanços mais importantes não podem acontecer. Acredito que os gerentes devem afrouxar os controles, e não apertá-los. Eles devem aceitar riscos; devem confiar nas pessoas com quem trabalham e lutar para abrir caminhos para elas; e devem sempre prestar atenção e enfrentar qualquer coisa que gere medo. Além disso, os líderes bem-sucedidos aceitam a realidade de que seus modelos podem estar errados ou incompletos. Só quando admitimos não saber algo é que podemos aprender.” (Ed Catmull)

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