Era uma vez... Brasil!

Uma crítica, numa versão análoga aos contos de fadas, da atual conjuntura do País, onde os 7x1 do jogo da Alemanha, me fez refletir o que realmente significou aquela tragédia desportiva na sociedade brasileira, como uma tradução de tragédias anunciadas, coisas tão comuns no Brasil, assim como a tragédia de Mariana-MG

Era Uma Vez... Brasil!

Era uma vez...!

Toda estória ou conto de fadas, desenhos animados, de todas as épocas, clássicos ou contemporâneos, até hoje exploram e atiçam o imaginário infantil, despertando sensações corporais e principalmente emocionais indescritíveis, de ilusão, fantasias e sonhos... Sonhos, tão contempladores de finais felizes, de realizações e prosperidades, de paz e amor, sejam no campo material ou humano.

Mas, por ironia de um destino, cada vez mais sem rumo permito-me galgar, por estas linhas, por um caminho que conduz a um Mundo do Faz de Conta Às Avessas, apesar de meus quase cinquenta anos, permiti-me viajar, aliás, quase que inevitavelmente, como que por obrigação, afinal, estou inserido neste mundo, de fantasia ou realidade, coisas não análogas, inversas, contrárias, mas que na terra onde vivo, da qual sou filho, parecem fundir-se, convergindo e fazendo com que o inacreditável, inimaginável passem a se tornar realidade.

E só mesmo sendo um filho da...Pátria Amada Brasil, e viver esta real sociedade que assim como no filme Matrix, me transporta, e a todos, a uma realidade cruel, realidade que um dia, quem sabe poderei contar um dia, esperançoso de que de fatos que não mais estarão acontecendo, como se num filme, o final teria sido feliz, quem me dera..., como se apenas reportasse um conto, um faz de conta às avessas, que se acabou!

Mas, infelizmente, assim como No país das Maravilhas, da inocente Alice, esse mundo que se funde entre o real e o inimaginável, essa as vezes fictícia terra tupiniquim, O País do Faz de Conta, existe...!

E mais real do que deveria ser , lamentavelmente, no aspecto de que a verdade, Aqui, nua e crua, é mais perversa, seus atores, atuam na vida real e são mais vilões dos que os maiores vilões e vilãs do que nas mais tradicionais estórias e contos mundiais.

E a cada dia, meu Era uma vez um País, vai se concretizando, fundindo e confundindo a todos, nos robotizando, e tornando-nos impotentes, inoperantes, desacreditados e não mais perplexos, mas desanimados, como que humanoides, como que no filme The Wall, da Banda Pink Floyd, seguimos em fila indiana, direto para o alto-forno, o forno do conformismo e da desesperança...

E passamos a não mais acreditar... o inacreditável está prevalecendo, e aceitamos, passivelmente que o absurdo o inconcebível, as maldades e vilanias prevaleçam, perpetuem-se, pelas mãos e atos de uma classe (Classe? Raça? Sub-Raça???) política que parece, ao contrário dos contos infantis, sabem que no final, produzidos por eles mesmos e as Instituições falidas, que no final sairão como vencedores, o final feliz é para o Mal, contrariando toda uma obviedade, de que esse mal sempre perecerá, pelo menos assim se definem os finais felizes clássicos.

Fazendo uma analogia, por ocasião de cultura e tradição, remeto meus pensamentos inevitavelmente às lembranças de um fatídico “filme”, como que de terror, ou outro tipo de conto qualquer, que foram os 7x1 sofridos para a Competentíssima e exemplar seleção da tal qual exemplar Nação, Alemanha.

Pode até ser um exagero juvenil, uma travessura, um excesso de interpretação e sofrimentos, mas o que para mim representou aquilo, afinal, é o que me aterrorizou. O jogo, ahhh, o “jogo é jogado e lambari é pescado!”, ou “bola pra frente que atrás vem gente...!”

Mas, afora o baile a qual foi submetida a seleção “brasileira”, anfitriã da competição mundial, coincidentemente organizada por outra entidade “faz de conta que é séria”, a FIFA, cuja cúpula se enrola cada vez mais com notícias de falcatruas, corrupção e roubalheiras, etc..., Aquele jogo mostrou a fragilidade, impotência e até indiferença dos multimilionários jogadores de uma seleção brasileira do faz de conta, também.

E tínhamos naquele momento, como que houvéssemos pago muito caro para assistir, e pagou-se caro mesmo, a um filme, que ficar ali, até o final, fosse uma obrigação moral. E estáticos, paralisados, estupefatos, as mais impensadas sensações aquela tarde foram sentidas por quem testemunhou um massacre da organização, respeito, competência e amor à Pátria, cito aos alemães, lógico, contra a soberba, a empáfia, desorganização, falência de valores e ganância, dos falsos e indiferentes “craques” faz de conta.

E esse filme real, de terror, de horror, o qual poderia concorrer as melhores categorias do Oscar que levaria a estatueta, pelo menos no quesito, se houvesse, Horrorizar uma Nação, também mostrou que aqueles 7 x1 que o resultado poderia representar muita coisa, que não só a do campo desportivo, mas para mim denotou a ideia de que somos vencidos por 7x1 todos os anos no nosso País, na Nossa Casa, e pior, somos derrotados por nós mesmos, pelos nossos representantes, perdemos de 7x1, todos os dias,

Na Educação

Na Saúde

Na Segurança

Na Economia

Na Política (principalmente)

Na Idoneidade/moral

Na Esperança... última que morre (ou morreu!)

E só temos um gol a nosso favor... Mas esse gol... ahh, Esse gol...! pode representar o único e essencial tento, trunfo, que ainda temos a nosso favor, que ainda nos restou:

NOSSA INDIGNAÇÃO!

Sim, só com esse gol, com nossa indignação, poderemos ter um suspiro para a reação, afim de pelo menos empatarmos esse jogo de cartas marcadas, e um dia podermos virar o placar contra os malfeitores que aniquilam toda uma nação, um povo, tão batalhador e amante de sua Terra e das coisas que essa terra bem produz, principalmente seu Povo, honesto e trabalhador.

Pois se aceitarmos o resultado, passíveis, e não tentarmos nem um gol, o da indignação, se não nos for mais viável nem esse único gol, aí sim estamos fadados a escrever a última página da nossa história e ao final vislumbro como muito triste, para todos nós e nossos porvires.

E aí pergunto: Será que nossa história terminará como começou?

Em um

Era Uma Vez, um País, que se chamou Brasil, Onde hoje é um Mar de Lamas!

Homenagem a todas as pessoas que tiveram suas vidas tomadas pela ganância do homem, empresários da Vale/Samarco e políticos corruptos desse País, que promoveram a maior tragédia ambiental vista até hoje no Mundo, ocorridas nas tão singelas e pacatas localidades próximas a Mariana-MG.

Tão singelas como as estórias infantis, e que para seus moradores era um lugar de faz de conta do Bem, pois não imaginavam que algo ali poderia os entristecer... Pura ilusão, Pura fantasia! E o sonho acabou...!

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