Era uma vez... a sociedade do saco cheio!

A cultura da perfeição tem produzido pessoas cada vez mais frustradas. Qual o problema? O que falta à sociedade? Mesmo com todo dinheiro e conforto, falta sentido, significado, valores. Qual o caminho de volta para a felicidade?

A modernidade pregou que a Felicidade era possuir coisas. Feliz é aquele que tem carro, casa, roupa e frequentam ambientes da moda. A moda muda, remodelam decorações e gostos para atender a exigência de se sentir adequado. Estamos diante da cultura do perfeito. Àqueles que não atendem a essa necessidade são excluídos.

Ontem a tarde ao pegar o ônibus, “sim eu uso o transporte coletivo, apesar de parecer fora dos padrões” vi uma criança balbuciando constantemente essa Porra, Merda de Vida, Que ódio. Fiquei pensando ele deve ter saído de casa de madrugada e está exausto, até as crianças estão de saco cheio dessa mentira. Felicidade não é isso!

As pessoas foram incessantemente em busca de poder para conseguir a tão sonhada realização. Só esta vem de dentro, quando nos encontramos, quando nos olhamos no espelho e amamos o que vemos. Quando apesar de tudo nos sentimos em paz.

Foi investido alto nessa cultura do consumismo, muitos não viram a vida passar, os filhos crescer, tantos adoeceram, muitos morreram. E àqueles que se mantém de pé, estão frustrados. Não sabem o caminho de volta, não compreendem porque tudo parece insignificante e insistem investindo em coisas (corpo perfeito, roupas caras, mansões) que lhe trarão um vazio cada vez maior. Nada fará sentido até que encontrem a paz interior.

Ouço constantemente que estamos diante de uma geração perdida, sem princípios, sem educação e que não estão nem aí para nada. E onde aprenderiam o contrário, se desde muito cedo foram levadas para escola, inglês, violão, natação... Se ainda bebês já saem de casa de madrugada e retornam a noite. Foram lhes impostas dietas. Foi ensinado que precisam ser melhores. Foram obrigados a ser perfeitos e a atender os padrões da sociedade. Foram privadas do momento dos sonhos, da alegria e amor sem interesses, pois, foram impedidas de serem crianças. Em que momento foi perguntado o que eles queriam? Em que momento foi olhado nos olhos e lhes ensinado princípios como respeitar os mais velhos? Em que momento sentiram o cuidado de uma comida fresquinha, do cafuné ou cuidado dos pais?

Como colher amor e compaixão se foram plantados o individualismo e o desrespeito?

Eclesiastes trás na bíblia que debaixo da terra, há tempo para cada coisa e esse princípio não cai de moda. É preciso retroceder aos velhos tempos onde a Educação, os Princípios e valores vinham de berço. Quando as pessoas tinham tempo para se divertir. Naquele tempo a mídia não mandava na forma das pessoas se comportarem, vestir e viver. Faço um apelo à autenticidade, ao amor, a simplicidade e o respeito!

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