Entrevista Demissional

Uma longa jornada, começa com um primeiro passo... Eu buscava forças nesses trinta e poucos dias para escrever esse artigo, eu não conseguia achar um norte, eu havia perdido o foco completamente, e temia absurdamente o momento de me colocar de frente ao papel para escrever sobre algo que não me preenchia no momento: a motivação. Àquilo que eu sempre colocava em tom efusivo em meus temas anteriores, foi embora junto comigo ao receber a carta branca da empresa aonde trabalhei nos últimos cinco anos e meio.... Em um primeiro momento, as indagações, os flashs da cena mais deprimente que já vivi corporativamente falando, nesse momento a raiva, a decepção, o pânico, a sensação de traição compartilhavam a um sentimento de tristeza, essa intermitente... Fui eu o responsável por isso?? Foi minha a culpa desse lapso na minha vida profissional? Não ! Definitivamente a palavra é não ! Eu sabia que estava partilhando de um ambiente contaminado, eu sabia que minha carreira estava minando pelo ar que eu respirava...um grupo tão pequeno, um setor de tamanha responsabilidade, uma gerência inexistente, uma gestão mergulhada no erro, na falta de trabalho em equipe, na falta de ação, na ausência da transparência, no silêncio pernicioso que nas entrelinhas esconderia um movimento concreto, pronto para apontar defeitos, plantar defeitos, plantar desculpas, diagnosticar falhas, isso pela primeira vez, sem nunca ter sido dado o direito do feedback, sem nunca ter ouvido antes... É tudo isso que hoje me faz mais forte, me faz mais maduro e preparado para que o virá, viver em um ambiente assim faz mal para o corpo e para alma, acaba por desmotivar quando não desiludir por completo um profissional é por isso que com todo o peso que carrego comigo por esses dias que gostaria de poder propôr a você que nunca, jamais, sob nenhuma hípotese se violente em troca de um salário no final do mês, se você perceber que vive em um ambiente como esse, simplesmente abdique disso e busque algo ao seu redor, as vezes a gente pensaque é suficiente somente para aquilo que se faz e não percebe que a sua volta pode estar aquilo que o fará um profissional realizado. Quando nada se pode fazer para mudar o rumo de uma história, é a hora de rasgar as páginas e começar tudo de novo..... 24/10/2005
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