Engenharia Civil: estudante comenta pontos importantes da carreira e diversos aspectos do empreendedorismo

Estudante do curso de engenharia civil mostra o que aguarda para seu campo de atuação. Temas como sustentabilidade e empreendedorismo entram na lista

Higo Gustavo Batista Santos, estudante de Engenharia Civil e morador da cidade de Porteirinha, Minas Gerais, mostra seu ponto de vista sobre diversos temas relativos ao cenário atual do mercado de trabalho. O jovem vai além e traz informações relevantes, de cunho pessoal, que podem ser observadas por qualquer empreendedor. Veja a entrevista na íntegra abaixo:

- Há quanto tempo você atua no mercado de trabalho? Sua área é promissora?

Atuo há 02 anos na área de Informatização, através de serviços de digitação e impressão. Tenho acreditado nessa área considerando o papel essencial que a comunicação assumiu na vida cotidiana.

A necessidade de se comunicar é bem antiga e foi se aperfeiçoando ao longo da existência humana. E hoje em dia, mesmo com o dom de se expressar através da fala, vê-se a necessidade de efetivar a comunicação através da escrita, seja em formato digital ou impresso. O desafio principal das pessoas não é enviar uma mensagem, mas sim que ela venha a ser entendida com perfeição.

Com a informatização, é possível elaborar documentos priorizando a organização, a objetividade e os padrões linguísticos, de forma que a leitura seja agradável e principalmente de fácil entendimento. Nosso objetivo é facilitar e auxiliar a comunicação, seja entre profissionais e clientes, entre docentes e alunos, na divulgação de um evento ou até num encontro de amigos. Tudo isso como desejado e de forma personalizada.

- E quanto a sua área de formação? O que vê nela de positivo e negativo? Como você imagina que ela se comportará no futuro?

Embora atuando na área de informática, como cursando do curso de Engenharia Civil, posso dizer que é uma área com grandes possibilidades e que promete desenvolvimento e modernização para o país, desde que se considere os impactos ambientais e a segurança das pessoas. É claro que, como toda profissão, ela exige compromisso e principalmente responsabilidade por parte do profissional. Aliás, é a ausência destas características que traz consigo resultados negativos como obras irregulares por mero descaso do engenheiro com relação às normas informadas durante o curso.

- Sendo jovem você considera que existe idade certa para começar um negócio próprio ou ir em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho?

Acredito que não. Muitas vezes, é através do trabalho que passamos a adquirir responsabilidade e compromisso. Cada um tem suas capacidades e pode desenvolvê-las no ramo em que mais se afeiçoa. Nem sempre é possível iniciar com seu próprio negócio, mas se a pessoa gosta do que faz, os bons resultados virão. É necessário saber aonde se quer chegar. E é claro que o jovem deve evitar sempre que o trabalho venha interferir em seus estudos, já que são eles que garantirão uma formação profissional de qualidade.

- Quais foram as suas principais dificuldades tanto no decorrer de sua formação (até mesmo no ensino médio) quanto agora, como profissional?

Sempre optei por decidir cada peculiaridade do meu trabalho. Desde o ambiente, os produtos oferecidos, a busca por novidades, a organização do material utilizado. A meu ver, o trabalho deve ser agradável tanto para quem oferece como para quem recebe os serviços. E essa atenção, teve seus custos, já que, conciliar os estudos com o trabalho se tornou uma das principais dificuldades que enfrentei. É necessário se organizar para que nenhum lado fique prejudicado.

- A área na qual você atua ou pretende atuar foi algo imposto ou resultado de uma livre escolha?

A princípio tive grande estímulo por parte de minha mãe. Para falar a verdade, foi sim, quase que imposto. Eu não possuía interesse algum, naquele momento, em trabalhar nesta área, embora já tivesse algumas aptidões. Mas hoje posso dizer que não me arrependi de forma alguma. No início havia sim, a insegurança, as dúvidas, pois acreditava que não valia a pena. Mas quando decidi assumir o que me foi proposto, me lancei.

- Que tipo de impacto sua formação pode trazer para a sociedade?

Um impacto positivo. Após me formar, pretendo usar minhas capacidades de forma consciente para o crescimento urbano e regional. E isso vai além de projetar e construir prédios ou estradas, mas contribuir com a melhoria da vida cotidiana. É uma profissão que envolve a sociedade, e que não deve ser guiada por princípios egoístas ou individuais, mas para o bem comum. Para isso, o profissional deve demonstrar segurança e compromisso no que faz.

- Tecnologia e Informática. O que é isso para você e qual a importância de ambas na vida das pessoas?

Em uma palavra: Aliadas. O ser humano é incrível e é notável a nossa evolução. Os resultados que obtemos são tão fascinantes que nos surpreendemos diariamente. Para mim, mais do que aliadas no trabalho, elas se tornaram parte da vida de cada um. E com isso não quero dizer que somos dependentes ou subordinados à tecnologia. Ela deve ser usada para nos proporcionar qualidade de vida, no sentido de saúde, segurança, lazer, conforto e conhecimento. É lamentável que algumas pessoas optem por utilizá-la de forma negativa e prejudicial.

- Sustentabilidade é um termo muito popular atualmente. Como você lida com o meio ambiente? O que imagina que será dele no futuro?

O grande erro das pessoas em geral é achar que o pior nunca virá. As excessivas campanhas de sustentabilidade parecem ser algo distante, mas a verdade é que os recursos naturais são sim, finitos. Outro erro é achar que suas ações isoladas não apresentam valor. Quando você deixa de jogar papel no chão, pode parecer uma atitude simples, mas que ganha força quando quem está ao redor a enxerga como um exemplo a ser repetido. Existiria egoísmo maior do que desfrutar desequilibradamente do nosso planeta, tão extraordinário, deixando apenas uma sombra o futuro?

- Recentemente tivemos uma pesquisa sobre como deveria ser considerada uma família. Para você a família tradicional (homem, mulher e filhos) é tida como a única correta? Em sua opinião decidir o que é uma família cabe a um projeto de lei ou a afinidade, ao amor e compromisso entre as pessoas independentemente de sua orientação sexual, crença ou nacionalidade?

O que define uma família não é quem são seus componentes, mas o que os une. Para algumas pessoas pode ser que a única família que se tenha seja um irmão ou uma avó, ou até mesmo alguém com quem não tenha nenhum parentesco, mas que convivem através de um sentimento de união e amor.

As leis existem para organizar e direcionar uma nação, mas devem dar a oportunidade de decidir o tipo de família que se deseja construir, considerando a capacidade de cada um de julgar o que é melhor para si.

- Como você se define?

Perfeccionista, insistente, criativo, do tipo que desiste de tudo e começa de novo, confio demais (defeito ou qualidade?), decidido, comprometido, às vezes falo demais, etc. É difícil falar de si mesmo. Só conhecendo pra saber.

ExibirMinimizar
aci institute 15 anos compartilhando conhecimento