Empregabilidade Financeira

O mercado hoje, exige cada dia mais do profissional. Mais qualificação, mais experiência e mais comprometimento, porém, isto não é tudo na hora de se preparar para buscar uma nova recolocarão no mercado. Todos os profissionais de Recursos Humanos, orientam para que a pessoa faça esta transição tranqüilamente, planejando todos os detalhes e analisando todas as possibilidades, presentes e futuras. Existe um lado que não pode ser deixado de fora do planejamento: É o planejamento das finanças pessoais. Não estou falando da parte financeira, depois da recolocarão, mais sim antes da mudança. No momento da busca por uma nova oportunidade no mercado. A vida financeira pessoal e familiar, deve estar muito bem planejada, para que isto não seja um fator de descontrole na hora de se tomar uma decisão de mudança. Um excelente currículo escolar é muito importante, porém, as instituições particulares de ensino não cobram barato. A manutenção da aparência também tem um custo alto, principalmente para as mulheres que gostam de andar na moda. Os especialistas em recolocarão indicam o networking como a melhor forma de busca de novo emprego, porém, até o networking tem um custo, pois é necessária a participação em seminários, congressos, cursos e encontros profissionais, sem contar os encontros informais e o uso do telefone. Existem também as empresas de recolocarão que cobram pelo serviço. Após uma palestra que proferi sobre Como Organizar as Finanças Pessoais, no Estado do Pará, uma profissional procurou-me para o seguinte questionamento: Estou preocupada com a minha estabilidade no emprego neste mundo global e com atual situação econômica do país. Para isso estou buscando uma melhor qualificação, estou fazendo uma pós-graduação e também cursos de inglês e espanhol. Por estes procedimentos, estou no cheque especial há mais de seis meses. O que você acha da minha situação? Bem, analisando a preocupação dela quanto a se tornar qualificada para o mercado de trabalho, esta é uma decisão importante pois ela está com 28 anos. Porém, ao mesmo tempo, ela está há seis meses pagando juros de 9,50% a.m. no cheque especial. Ela estava preocupada com a situação das finanças pessoais, portanto, não estava tranqüila para buscar uma nova recolocarão. Financeiramente a decisão de pagar os cursos, usando o cheque especial não está certa, pois ela está pagando juros para estudar. Se na atual situação esta profissional perder o emprego, as coisas irão complicar-se ainda mais, uma vez que ela terá que usar parte da rescisão, para acertar o cheque especial. Assim, sua reserva para o desemprego será consumida por erros que ela está cometendo agora. Analisando o lado financeiro, talvez ela deva parar no momento com um dos cursos de inglês ou espanhol, para que haja uma sobra no orçamento e assim, consiga sair do cheque especial. Por que não fazer uma reserva estratégica, pensando num eventual período de desemprego? É aconselhável que a pessoa tenha uma reserva de três a seis salários. Dois outros casos chamaram-me a atenção nos últimos meses. Uma grande empresa estava contratando um executivo para controle geral. Um dos requisitos passados aos headhunters foi que a pessoa estivesse com as finanças pessoais em dia e também estivesse com o nome limpo no mercado. Como entregar a gerencia de uma empresa a uma pessoa que não sabe gerenciar financeiramente sua vida, apesar de todos os problemas da atual economia? Ficar desempregado não é motivo para descontrole das finanças pessoais. Por isso, é importante o planejamento do orçamento. Num outro caso, o profissional após dois anos no mercado sem recolocarão, conseguiu um emprego em uma multinacional. Após rigoroso processo de seleção, este profissional entregou os documentos, começou a trabalhar e fazer reuniões, quando foi solicitado a ele que abrisse uma conta corrente para receber seu salário. Ao abrir a conta, a gerente do banco viu que esta pessoa estava com problemas no SPC. Este problema foi apresentado à empresa e a pessoa teve a admissão cancelada, pois um dos requisitos para que o profissional trabalhasse naquela empresa, era o nome limpo no mercado. Ao ficar desempregada, a pessoa deve rever todos os seus gastos. Deve-se lembrar que a manutenção do mesmo padrão de gastos, sem o salário do mês irá consumir rapidamente todas as reservas, sejam elas fruto de planejamento ou saldo da rescisão. Mudança de gastos não é fácil, principalmente quando é necessário deixar de fazer ou comprar algo que já estava habituado. Coloque todas as contas no papel e analise junto com a família, o que pode ser enxugado. Lembre-se da meta de energia do racionamento. Com a administração e fiscalização dos gastos, mais de 80% da população, conseguiu atingir a meta. Proceda da mesma forma no orçamento. Ter problemas nas finanças pessoais é hoje um item que compromete a sua empregabilidade. As empresas estão consultando SPC, Serasa e Banco Central, antes da admissão de novos funcionários. Concordo que as pessoas que estão estudando atualmente, possuem muitas dificuldades de fazer sobrar dinheiro no fim do mês. Gastar menos do que se ganha todo mês é a principal regra para o bom controle das finanças pessoais. Os profissionais de RH ou da Assistência Social devem alertar aos colaboradores para que não entrem na famosa Corrida dos Ratos como diz Robert Kiyosaki, no livro Pai Rico, Pai Pobre. A tendência é de que quando mais se ganha, mais se gasta. A empresa já orienta o colaborador de várias formas, passando informações sobre: educação alimentar; a importância de não se entrar em uma dependência química; como evitar acidentes de trabalho; estimulando as pessoas a fazerem exames periódicos para evitar problemas de saúde e dentário. Por que não orientar os colaboradores e suas famílias a aprenderem a gastar melhor o dinheiro? Quero lembrar também que o descontrole das finanças pessoais atrapalham não só quem está buscando uma nova recolocarão, como também o profissional que busca crescer e produzir mais dentro da própria empresa. A produtividade, o relacionamento e até o número de acidentes dentro das empresas é prejudicado por colaboradores que possuem problemas nas finanças. Isto tudo, vem ressaltar o quanto é importante administrar as finanças pessoais. Esteja com as finanças pessoais em dia, para que você possa estar tranqüilo na hora de busca um emprego ou uma nova recolocarão. Isto pode ser um dos requisitos solicitados pela empresa. Aumente a sua empregabilidade financeira. Viva em paz com seu dinheiro!
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