Empregabilidade: a procura por funcionários altamente capacitados e relativamente engajados
Empregabilidade: a procura por funcionários altamente capacitados e relativamente engajados

Empregabilidade: a procura por funcionários altamente capacitados e relativamente engajados

Nem sempre o funcionário altamente capacitado será altamente engajado

Certo dia ouvi de um gestor de RH – o qual buscava contratar um novo funcionário – que estava muito difícil encontrar um candidato com o perfil de sua vaga. Na verdade, segundo ele, nenhum dos currículos dos quais recebera combinava com sua empresa. Perguntei-lhe então, qual posição estava a preencher. Ele buscava um operador de caixa para uma loja de roupas, localizada em um bairro importante da cidade.

Curioso, quis saber o que ele buscava nesse profissional, já que, normalmente, não é difícil preencher vagas do nível operacional de uma empresa, sobretudo, em cidades maiores. Ele respondeu que já havia realizando entrevistas com uma dúzia de pessoas, todas tinham o conhecimento necessário para atuar nesta função – ensino médio ou superior, noções de informática, facilidade de lidar com números.

No entanto, ele prosseguiu, nenhuma delas demonstrou estar consciente do motivo de querer aquele emprego. Umas estavam desesperadas, pois já há muito tempo procuravam um trabalho; outras, diziam querer crescer profissionalmente; tinha também, as pessoas que queriam apenas passar um tempo lá, até que surgisse uma oportunidade melhor.

Nenhum daqueles candidatos respondera o que aquele gestor queria de fato ouvir. A resposta a qual ele esperava não era, contudo, tão complexa. Contou-me que tudo que gostaria de ouvir era uma daquelas pessoas dizer que estava ali para ser o melhor operador de caixa da sua empresa, de forma simples e direta.

Isso me fez perceber o quanto estamos nos distanciando desse real objetivo, tão simples, como deve ser: contratar a pessoa certa para o cargo certo. Hoje, as pessoas precisam ser extremamente capacitadas, precisam de diversos cursos na área e de um longo tempo de experiência profissional. Podemos resumir este desejo em uma única palavra: empregabilidade.

As pessoas precisam ser “empregáveis”, precisam ter certificações que atestem seu conhecimento, precisam ter o conhecimento explícito no seu campo de atuação, precisam ser especialistas em toda e qualquer função. As especializações, no entanto, não mostram a motivação pelo trabalho, não mostram o gosto por aquela função, não mostram o comprometimento e a vontade de ser “o melhor operador de caixa da empresa”.

De forma conclusiva, podemos compreender que nem sempre o funcionário altamente capacitado será altamente engajado. Não queira preencher suas vagas com um olhar demasiadamente técnico, selecionando candidatos com conhecimento puramente técnico; quando, na verdade, o gosto por aprender e a vontade de ser o melhor funcionário da empresa – aquele "funcionário do mês" que se sente o dono do negócio e por isso age como se ele fosse – nem sempre vai estar no perfil de um candidato “tecnicamente técnico”.

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