EMPREENDER TAMBÉM É PARA AS CAMADAS MENOS FAVORECIDAS!!

Empreendedorismo parece que é febre de momento. Para todo lado que nos viramos lá estão artigos, livros, chamadas... como se fosse a salvação da lavoura. Mas, o que preocupa mesmo é a ênfase que se dá a grandes empreendimentos, como se pessoas não alcançadas pelas benesses da moeda não pudessem ser empreendedoras. Na realidade, essas é deveríamos considerar também empreendedoras pelo talento criativo que demonstraram, pela iniciativa e acima de tudo pela persistência em acreditar numa forma de sobrevivência que vai dando certo a cada dia e tem sido motivo de sustento de famílias inteiras. Convivemos, eu e mais dois alunos, durante seis meses com microempresários de vários ramos, buscando orientá-los na gestão dos negócios e participamos da realidade de vida dessas pessoas, ouvindo suas histórias, suas dificuldades, suas esperanças e vendo de perto o esforço e a perseverança com que mantém seus empreendimentos há mais de 5 anos, na informalidade. Por quê? Porque ou sustentam a família e o pequeno negócio ou formalizam o empreendimento e arcam com uma série de compromissos que, sabem, não terão como enfrentar. Essa é uma realidade cruel que deve ser divulgada e levantada uma bandeira para possibilitar a formalização que é um desejo deles; e não apenas divulgar os grandes empreendimentos e seus sucessos como se fosse uma regra geral. Mesmo empresários de microempreendimentos eles demonstram talento criativo, capacidade individual de empreender, iniciativa, aceitação de riscos, às vezes não calculados por falta de orientação, decisão e responsabilidade, consciência de fracasso, mas muita garra para recomeçar e muito otimismo. Na nossa experiência desses meses, criamos um vínculo de afetividade com essas pessoas, em número de vinte e dois empresários, que se viram de repente lembrados e ajudados em assuntos que já praticavam, mas de forma empírica. De comum acordo, abordamos nos encontros semanais assuntos como a valorização das pessoas, a partir dos colaboradores internos até os clientes e consumidores do empreendimento. Uma das necessidades de momento era a de conhecer técnicas de atendimento ao cliente: formas de apresentação pessoal, de abordagem ao cliente, de convencimento. Ao término de uma das aulas, alguns se aproximaram para nos solicitar que na abordagem sobre a gestão financeira, falássemos sobre o fiado, um hábito comum em pequenos negócios de bairro e que tem prejudicado a muitos. Abordamos a inadimplência e as formas de lidar com ela e eles expressaram que foi a melhor palestra que já tiveram oportunidade de assistir. Ficamos gratificados! Complementamos nossas orientações com noções de Administração da Qualidade; Stress e Qualidade de Vida no Trabalho. Foi uma experiência fascinante e nos faz refletir que todos, como seres humanos, abastados ou não, temos anseios e vontade de melhorar de vida. Uns têm mais possibilidade outros menos, mas a necessidade do ser humano é igual: viver com dignidade, ser capaz de sustentar-se e à família, ser considerado cidadão que contribui para o crescimento sócio-econômico-financeiro do seu País. Será que é tão difícil olhar para as camadas menos privilegiadas fora dos períodos eleitorais???
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