Empreender com indulgência

Empreender é um processo que delineia a educação e transforma as ações do comportamento humano em oportunidades para servir

O processo mais rápido para quem deseja se tornar um empreendedor é ter a coragem de desenvolver habilidades intrínsecas adormecidas. É ter responsabilidade para saber lidar com um processo empático e concernente com a atualização de comportamentos humanos que estarão sempre a mercê de cada movimento que o empreendedor vier a executar.

O mais difícil no ato de empreender é saber se o que está sendo feito é voltado para uma questão pessoal ou um relacionamento social capaz de transformar vidas. É exatamente nesse ponto que empreender deixa de ser uma ferramenta exclusiva de características de negócio e passa a desenvolver uma responsabilidade de indulgência em relação a ação e reação do individuo. É quando se torna uma abrangência biopsicossocial tanto na relação estrutural do comportamento de quem empreende como nos filamentos organizacionais.

Quando tudo for pautado por um processo de esforço, dedicação, autoconhecimento e discernimento das capacidades que se possui, mesmo que latentes, o empreendedor terá parâmetros de aceitação de que o caminho do empreendedorismo possui vales que nem sempre são propensos a contribuir com o desenvolver das atividades propostas. No entanto, ao discernir o momento de assumir responsabilidades em relação ao espaço em que está inserido, desenvolver-se-á a habilidade de servir. Não se torna um empreendedor quem não tiver disposto a servir. Acredite, servir não é um trabalho fácil e poucos realmente estão dispostos a ofertar essa faceta brilhante do empreendedorismo.

Empreender requer uma formação de caráter de especifidades, além da percepção de detalhes em relação às necessidades dos outros. O passo primeiro de uma ação empreendedora é ter a capacidade da generalização. Claro, sempre com o objetivo de perceber as reais necessidades inseridas e camufladas muitas vezes pela frenética desorganização das tarefas a serem realizadas num espaço tempo. Até para generalizar o empreendedor deve estar ciente da responsabilidade que possui, e não deixar escapar entre o dever e aquilo que talvez acredite ser o certo. Não é se tornar neutro, mas consciente do próprio dever e, está sempre a um passo daquilo que se observa, principalmente não deixando que o achismo faça daquilo que está observando uma muleta para inflar o ego. É preciso ter cuidado, pois o caminho do orgulho é uma porta larga para a derrota daquilo que está pelo menos ainda imaginando em empreender.

Para o empreendedor a generalização requer sutileza e principalmente autonomia moral e ética quanto aos princípios culturais praticados pela sociedade. É importante considerar os fatores sociais de onde e para quem está pretendendo empreender. E, generalizar é ter a capacidade de alinhar responsabilidade, dever, e servir. É justamente criar uma situação proximal com a sociedade. Sem medo, e com passos leves e curtos buscar o caminho da honestidade consigo mesmo.

De nada vale empreender se tudo o que estiver visando seja lucro material antes do bem estar pessoal. É obvio que o lucro e a rentabilidade são fatores que devem ser estudados e almejados no processo de empreender. Mas esteja ciente de que não o é o primeiro. As habilidades do dever e do servir são questões que requer um procedimento psicológico alinhado e preparado, e para tal é crucial conhecer a si mesmo. É importante saber da capacidade, dos medos e fobias, daquilo que afeta o próprio nível intelectual, conhecer os momentos de melhor ajustamento mental e menos fadiga. Conhecer sem pestanejar os limites de própria inteligência emocional.

Para tanto, buscar esse autoconhecimento é sem duvida um procedimento subjetivo e requer de tempo, dedicação, atitude, amor e compreensão. E é exatamente por isso que todo esse mecanismo deve estar sempre em primeiro lugar. A materialidade financeira requer de uma harmonia subjetiva das emoções. Elas, pareadas no equilíbrio dará suporte para que se possa organizar metodicamente questões exatas, tais como os fatores econômicos que podem ser facilmente organizados pelos métodos estratégicos.

Mas, ainda assim insisto. A prática de empreender é sempre uma questão de indulgência.

ExibirMinimizar
aci baixe o app