Empreendedorismo: solução ou culpa das crises?

O empreendedorismo pode ser a salvação para sair de uma crise ou ele pode ser considerado o culpado por ela?

O empreendedorismo, ouvimos tantas vezes essa palavra em momentos como o qual nós passamos no Brasil. Para livrar-se da crise... empreededorismo - e por aí vai.

Mas o que muitos não pensam é se há possibilidade do culpado da crise ser o prórpio empreededorismo.

Mas, afinal o que é empreededorismo? Primeiros precisamos definir dois tópicos.

Empreendedorismo: Segundo Baggio & Baggio, "o empreendedorismo pode ser compreendido como a arte de fazer acontecer com criatividade e motivação".

Crise, para o dicionário Priberam, pode ser definida como "embaraço na marcha regular dos negócios".

Agora definidos podemos continuar...

Existem vários tipos de crise, e por consequência possuem diversos significados, o mais oportuno para nós no momento, levando em consideração o estado do nosso país e o texto aqui escrito, é esse um embaraço, uma dificuldade no sistema que altera significativamente o andar dos trabalhos nas organizações e no país como uma grande organização. Mas, afinal qual a relação entre o empreendedorismo e as crises?

Quais são as empresas que estão envolvidas nos escandalos de corrupção? Elas estavam lá "no lugar errado na hora errada?". Claro que não, elas estavam lá por que são ambciosas, o que nos leva a pensar que o empreendedorismo é uma marcha com base na ganancia para geração posterior de frutos, como o desenvolvimento de produtos e/ou serviços. O ato de empreender não é imoral, ilegal é o simples ato de levantar-se e começar a fazer. Sendo assim, como podemos argumentar em um processo de elaboração de uma base o fator empreededorismo como um fator que possui participação em uma crise?

Quando passamos dos limites corremos o risco de cair em uma vala daqual não conseguiremos sair. O empreededorismo entra nesse quesito, quando furtivamente atrapalha os empreededores os levando para um caminho que dependendo da situação podem ser irreversíveis.

Vamos estudar um caso, a Volkswagen:

  1. Possui negócios em diversos países;
  2. Vende milhões de carros ao ano;
  3. possui uma das maiores vendas do mundo;
  4. Anos como lider de vendas no Brasil;
  5. Possui veículos que marcaram tanto pessoas como lugares;
  6. Valor de mercado, segundo dados da Forbes, mais de US$ 126 bilhões;
  7. E mesmo assim cometeu um grave erro de adulterar, por meio de um software, as inspeções veiculares.

O que ela ganhou com isso, poderia empreeder no ramos de combustíveis renovaveís e/ou elaborar carros com baixo consumo mas resolveu empreeder pelo caminho mais fácil, por um breve momento, e acabou recebendo uma multa de R$ 50 milhões do Ibama e mais de R$ 8 milhões do Procon de SP. Isso revela que uma crise dentro da companhia que foi instaurada deposi da divulgação dos resultados dos testes pode acabar com uma companhia. Tudo bem, a Volkswagem provavelmente não é a única empresa que comete(eu) erros durante a sua história mas o problema ligado a isso é a quantidade de empregados que em uma possível restauração da companhia serão demitidos. Esse empreeder não configura-se como algo proveitoso, para a companhia quanto para a sociedade. Na verdade as consequências podem ser maiores do que qualquer coisa, inclusive maior que a própria companhia.

Podemos definir que o empreededorismo desmedido, sem análise, com baixo de teor de estudos pode sim causar mais perdas que ganhos. Mesmo assim temos que empreender para conseguir avançar em técnologias, sistemas, formas, produtos e serviços.

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