EMPREENDEDORISMO NA ADVOCACIA

Se alguém entrasse no seu escritório de advocacia e lhe perguntasse se você já inovou hoje, qual seria sua reação? Talvez, você pensasse que seu interlocutor bateu na porta errada e, se mesmo assim resolvesse responder à pergunta, provavelmente diria que não, ou não conseguiria responder. Pois bem, a palavra inovação normalmente assusta mesmo. Geralmente, atribuímos seu sentido ao resultado de um trabalho sofisticado desenvolvido por alguém muito distante da nossa realidade. Muito diferente de nós mesmos. Lembraremos da chegada do homem à Lua, do bebê de proveta, da descoberta da televisão, do telefone celular e da Internet. O que quase não percebemos, porém, é que a inovação não se dá necessariamente com a criação de algo novo e não pensado, uma invenção, e sim com a atribuição de uma nova perspectiva a algo já existente. Quer alguns exemplos? A água de côco em garrafa, o vidro elétrico e a pasta suspensa são alguns deles. No mundo jurídico, podemos citar os Juizados Especiais itinerantes, os julgamentos informatizados, a penhora on-line, o peticionamento eletrônico, a certificação digital de acórdãos, o inquérito policial digital. Respiramos inovação todos os dias, o dia todo. Se encararmos a inovação como uma possibilidade ao alcance de qualquer um de nós, seres humanos nor-mais, poderemos entender então que na vida profissional a inovação não é um diferencial, e sim uma questão de sobrevivência. Empreendedores de sucesso pensam e repensam seus negócios constantemente. Desafi-am seu diferencial frente a seus concorrentes todos os dias. São incansáveis na busca de oportunidades, e sempre conseguem identificá-las. São personagens especiais, curiosos, inquietos e, principalmente, realiza-dores. Nos dias de hoje, mais arriscado do que inovar é ficar inerte frente às constantes mudanças no mundo. E o mundo jurídico muda a cada minuto. Cada dia que passa, somos compelidos a romper com o passado da segurança profissional da advocacia, a enfrentar o presente da crise econômica, da competição acirrada e da evolução tecnológica, para alcançar o futuro que almejamos. A realidade mostra que o sucesso se conquista com estratégia, ousadia e coragem. Se você não for o responsável pela implementação de uma nova idéia (seja no desenvolvimento de uma grande e inédita tese jurídica, seja com relação ao atendimento a seus clientes, seja na exploração de um novo nicho de mercado), alguém invariavelmente o será. O empreendedorismo deve ser conseqüência da visualização de uma oportunidade, da crença de que há espaço para novos conceitos. O que não pode acontecer é você não acreditar em suas próprias idéias. Enxergue o mundo com olhos de empreendedor, buscando oportunidades em cada situação cotidiana. Quando você realmente estiver agindo assim, então não ficará admirado se alguém lhe perguntar se você já inovou hoje. Mesmo que a resposta seja negativa, poderá dizer hoje não, mas ontem sim!.
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