Empreendedorismo e sonho

<b>Não pare de sonhar. Cultive o hábito de dar pequenas paradas na sua agitação cotidiana. Reserve uns vinte minutos na sua agenda diária para sonhar de olhos abertos. Em pouco tempo, um poderoso acervo de idéias e metas de realização começará a ser armazenado na sua mente. </b>

O dicionário Aurélio conceitua o sonho como uma seqüência de pensamentos, de idéias vagas, mais ou menos agradáveis, mais ou menos incoerentes, às quais o espírito se entrega em estado de vigília, geralmente para fugir à realidade; devaneio, fantasia.

Tudo que a humanidade já construiu no planeta teve uma primeira fase, de sonho ou de ambição na mente de alguém. O poeta inglês John Keats costumava dizer: Tudo que imaginamos é verdadeiro, mesmo que o que foi imaginado não tenha existido antes. A sequência de filmes Matrix trouxe para a atualidade uma antiga questão filosófica sobre a linha divisória entre realidade e sonho. O Mestre Tchuang, um filósofo chinês do século quarto antes de Cristo, contava que certa vez sonhou ser uma borboleta que esvoaçava livre pelo ar, muito feliz consigo mesma. De repente acordou e viu-se um Mestre Tchuang sólido, em carne e osso. Só que ao despertar, ficou na dúvida se era o Mestre Tchuang que sonhara ser uma borboleta, ou uma borboleta sonhando ser Mestre Tchuang.


Carl Jung dizia que tudo que pode ser imaginado pode ser construído. Há cerca de 140 anos, Julio Verne foi chamado de maluco ao antever inventos como os submarinos e as naves espaciais. Walt Disney viu um grande parque de diversões quando olhava para um terreno pantanoso na Flórida. Juscelino imaginou Brasília muito antes das obras começarem. Ayrton Senna se imaginou subindo no pódio da fórmula um muito antes de ganhar a primeira corrida de kart. O bom empreendedor imagina ou concebe idéias ou visões e procura desenvolvê-las, projetando-as no futuro e tornando-as realidade. Em resumo, ele primeiro constrói um sonho e depois organiza todas as suas forças para concretizá-lo. A realização ou concretização de um sonho é, para muitos empreendedores, uma motivação muito maior do que a esperança de recompensa financeira.

No meio empresarial, o senso de realidade e pés no chão precisa ser mantido. A fantasia e a concretização precisam ser dosadas adequadamente para que não prejudiquem o foco dos empreendimentos. O excesso de sonhos e visões pode levar o empresário a acrescentar novas etapas e novos projetos, nem sempre exeqüíveis, que só servem para desviar a atenção e os recursos da empresa, em prejuízo dos objetivos principais.

Não pare de sonhar. Cultive o hábito de dar pequenas paradas na sua agitação cotidiana. Reserve uns vinte minutos na sua agenda diária para sonhar de olhos abertos. Em pouco tempo, um poderoso acervo de idéias e metas de realização começará a ser armazenado na sua mente. Lembre-se que o sonho e a imaginação são os primeiros passos de todas as grandes jornadas empreendedoras.


Eder Bolson, empresário, autor de Tchau, Patrão! www.tchaupatrao.com.br


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