Empreendedorismo e Planejamento

Empreender é identificar e capturar oportunidades. Para tanto, há que ser proativo e previdente, planejando bem cada etapa.

Segundo o Dicionário inFormal:

“A etimologia é a parte da gramática que trata da história ou origem das palavras e da explicação do significado de palavras através da análise dos elementos que as constituem. Por outras palavras, é o estudo da composição dos vocábulos e das regras de sua evolução histórica”.

Fonte: http://www.dicionarioinformal.com.br/usuario/id/27/

Assim:

“EMPRESA vem do Italiano IMPRESA ‘atividade a que uma pessoa se dedica’, do Latim EMPREHENDERE, formado por EM-, ‘em’, mais PREHENDERE, ‘pegar, capturar, levar diante de si, segurar’. Outros derivados são ‘empreendedor’ e ‘empreendedorismo’”.

Fonte: http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/empreendedor/

A utilidade da pesquisa etimológica no resgate do significado primário das palavras é de vital importância para a adequada compreensão dos termos, pois no caso da palavra EMPREENDEDORISMO, a partir dessa pesquisa, tem-se a nítida percepção da ideia de oportunidade, implícita na raiz etimológica do termo “empresa”, do qual é substantivo derivado por associação ao sufixo “ismo”, que lhe confere a característica de sistematização.

Esse entendimento esclarece a natureza básica da atividade empreendedora, qual seja a “captura” de oportunidades, mediante prévia análise de custo/benefício (inclusive o cálculo dos riscos) com vistas a justificar o empreendimento. Portanto, o Plano de Negócios (Business Plan) deve conter, no mínimo, esses elementos bem elaborados para subsidiar o processo decisório por parte dos interessados (Stakeholders).

Infelizmente, em sede de auditoria o que frequentemente se constata é a inexistência ou insubsistência desses requisitos explicitados nas alíneas IX e X do Art. 6º da Lei 8.666 (Projetos Básico e Executivo), por exemplo. Quando os problemas são apontados pelos auditores, para não se verem responsabilizados os gestores tangenciam alegando cerceamento à criatividade, à iniciativa, falta de tempo, etc.

“Outro mito famoso narrado por quase toda empresa moderna é “não temos tempo” – seja para implementar metodologias de gestão; trocar experiências e conhecimentos com disciplina; para manter a rotina de reuniões de alinhamento; para priorizar; dar feedback formal; fazer follow-up; reciclar; etc.

Normalmente, este mito pode revelar a armadilha da procrastinação (e até o gosto por ela), do impulso incontrolável de sair fazendo sem planejamento e avaliação de riscos. Isso tudo é muito sedutor porque traz a ilusão da gratificação imediata – empurro com a barriga aquilo que acredito que não me traz ganhos imediatos; e também não planejo porque quero sair fazendo já para ter meu ganho imediato.

Uma versão mais construtiva do mito da falta de tempo poderia ser “tempo investido para ganhar tempo vale ouro”. Investimos tempo agora em planejamento, alinhamento e coachings para sermos mais eficazes e ganharmos tempo – esta será minha gratificação imediata: saber que estou “poupando tempo”.” (g.n.)

Fonte: http://luzio.com.br/blog/patricia/mitos-e-tabus-corporativos/

A cultura imediatista característica dos latinos, embora favoreça às vezes a criatividade e a iniciativa, compromete os resultados pela dissipação dos recursos e pela inutilidade dos esforços invariavelmente desperdiçados.

Enfim, para potencializar resultados, otimizar recursos e mitigar, assumir ou transferir riscos, deve ser avaliado racionalmente o apetite ao risco, mediante a utilização sistemática das ferramentas clássicas de suporte ao processo decisório (Teoria dos Jogos, Matriz de Decisão, Sistemas de Apoio à Decisão, etc.) aliadas ao “tino” (feeling) do empreendedor, sem jamais prescindir de um bom planejamento.

Neste sentido, publiquei um Artigo síntese da monografia apresentada para conclusão do curso de pós graduação em Comunicação de Dados da UnB, disponível em https://brasilia.academia.edu/AdautodaCostaSantos ou http:www.slideshare.net/adautos

Observados esses requisitos, estarão assegurados os principais fatores de sucesso para qualquer empreendimento. Faça bem o seu “dever de casa”!

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