Empreendedorismo: Amém

Eu passei a minha infância inteira acreditando que o melhor para o meu futuro era ser criança. Será?

É óbvio que nunca tivemos tantas facilidades de se conquistar nossos sonhos e objetivos como hoje em dia.

É muito comum vermos pessoas abandonando seus empregos, montando suas empresas, startups, home offices e ganhando muito dinheiro, ficando ricas e ainda com tempo para curtir a vida, viajar, conhecer o mundo entre outros privilégios.

Enquanto isso, estamos aqui trancafiados em nossos escritórios cinzas, com nossos supervisores, gestores e diretores que só querem tirar nossa pele, sugar nossa última gota de sangue em troca de um salário indigno e uma vida estressante e monótona, o famoso Status Quo.

Meu casamento não vai nada bem, não me sinto homem/mulher o suficiente, tenho vergonha de não ter conquistado nada, não ter inventado o iphone, não ter salvo baleias junto com o greenpeace, não ter participado de uma São Silvestre que fosse.

Tudo isso, segundo esse livro que estou lendo, que deve ser o mesmo que o seu aí.

Um novo tipo de bíblia, de caminho a se seguir, com tantos exemplos, de tantas pessoas que um dia foram como a gente e hoje são ícones, referência, mudaram o mundo e a forma de pensar da humanidade.

Criaram novas necessidades, derrubaram dogmas, enfrentaram o sistema, enquanto nós estamos aqui em nossos escritórios cinza.

Li que um deles negociava brinquedos com os amiguinhos na época de escola, outro que criava logomarcas com o nome dos coleguinhas e um outro ainda que com 4 anos de idade tocava Villa-Lobos no violão.

São pessoas que sempre tiveram seu objetivo traçado, o grande Marketeiro, o genial Designer e o internacional Multi-Instrumentista.

Enquanto eu jogava bola, mas era um futebolzinho dentro da média para as crianças da minha idade, gostava de música, mas até hoje preciso de cifras para tocar alguma coisa, meu ouvido não é treinado.

Além de sempre ter as notas na média, ou seja, eu sou uma pessoa mediana.

Enquanto uns vendiam e eram negociadores eu passei minha infância inteira, sendo criança.

E segundo esse nosso livro, as pessoas medianas não conseguem nada. A não ser que você seja Einstein que só tirava notas ruins em matemática, mas questionava o professor sobre a ausência de Deus, o frio e coisas que eu só fui ter um conhecimento razoável depois dos 15 anos nas aulas de Teologia e Ciências.

Essas pessoas pertencem a uma classe, são empreendedoras. Elas não se limitam, não se censuram e não se culpam, por que errar é parte do processo.

Porque só o meu chefe não sabe disso?

Juro que não sei, até porque foi ele que me indicou esse livro. Ele disse que eu tinha que ser mais pró-ativo, engajado, cooperativo, além de amar horas extras sem ganhar a mais por isso, afinal de contas minha carreira ali depende apenas de MIM e eu tenho que gostar de trabalhar nos domingos, porque é isso que as pessoas de sucesso fazem.

Não depende dele, da empresa, da corporação, assuntos pessoais e profissionais que abalam e desestruturam o psicológico de cada um dos diretores ou responsáveis pelas mais importantes decisões da empresa.

- Chuva, sol, doença, atestado? Você está brincando comigo né?

Meu sucesso é minha responsabilidade e meu fracasso minha culpa, ponto.

Mas não basta só querer, tem que por a mão na massa e não será fácil. Lembre-se, enquanto você jogava bola em um nível medíocre, o cara lá vendia brinquedo para os amigos.

Hoje ele é dono de um império digital de milhões de dólares, enquanto você está dentro de uma sala cinza fazendo planilhas.

Mas a solução sempre esteve na minha cara, é simples, basta eu vender meus brinquedos depois voltar aqui um dia no meu antigo trabalho e dar uma palestra sobre o meu livro.

E de como eu mudei minha vida simplesmente mudando uma atitude. Eu não gosto de ficar dentro de um escritório cinza aos domingos, então eu vou atrás do que eu amo fazer.

Não terei mais um chefe bunda mole como esse, eu serei meu próprio patrão. Vou poder trabalhar de casa e isso é perfeito, vou ficar mais próximo da minha família, terei tempo de correr e praticar até o fim do ano todos os dias para eu poder participar da São Silvestre.

Claro, irei comprar o apartamento que sempre sonhei. Pessoas irão me seguir no Facebook, eu irei gerar empregos e serei uma referência no meu setor.

Irei construir um monte de salas cinzas e construirei cada vez mais, por que o livro disse que além de poder, o sucesso é uma avalanche de coisas boas.

Agora só me resta descobrir o que eu amo fazer e partir para o abraço. Sei que vou sofrer, o livro disse que não vai ser fácil, mas segundo ele e meu chefe, sim, nisso eles têm razão. Minha vida só depende de mim.

Se eu fracassar é porque ainda não é a hora, e isso será um novo aprendizado que me fará evoluir para o futuro.

Sem desculpas, desculpas é para os fracos e eu não sou fraco. Afinal de contas esse escritor aqui está rico, ele é empreendedor.

O que ele faz?

Bom, até onde sei, ele só escreve livros, ele nunca teve uma empresa, não entende de business nem de psicologia humana, mas escreveu seu primeiro poema com dois anos de

E se ele que escreve livros está rico, eu aqui que manjo dos paranauê serei milionário um dia, é só não desistir.

Afinal de contas, conclusão é quando ficamos com preguiça de pensar além.

Viva o empreendedorismo.

Amém.

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