Emoções versus decisões
Emoções versus decisões

Emoções versus decisões

Ter um ótimo currículo, habilidade técnica e experiência na área são requisitos de extrema importância para sermos profissionais bem-sucedidos. Mas para alcançarmos êxito na carreira, precisaremos de mais do que isso

Alcançar uma carreira de sucesso é um objetivo de grande parte dos profissionais. Ter um ótimo currículo, habilidade técnica e experiência na área são requisitos de extrema importância para sermos profissionais bem-sucedidos. Mas, para alcançarmos êxito na carreira, precisaremos de mais do que isso. Precisaremos de capacidade psicológica para compreender pensamentos e emoções, principalmente no processo de tomada de decisão.

Estamos vivendo dias difíceis, então, por que nos preocuparmos com algo aparentemente tão supérfluo como as emoções? O neurocientista português António Damásio afirma que as emoções desempenham um papel muito importante no desenvolvimento do raciocínio e na tomada de decisão. Segundo ele, há decisões que são evidentemente feitas pela própria emoção. Sendo assim, o sucesso das nossas decisões dependerá da maneira como estamos nos sentindo e como controlamos isso. Quem já não ouviu em determinada situação a orientação "Não tome nenhuma decisão com raiva"? Parece insano, mas é preciso ter esse mesmo cuidado quando estamos alegres, tristes e também com medo.

Desta forma, podemos afirmar que se o profissional, ainda que capacitado, não souber lidar com as suas próprias emoções e com as emoções dos colegas e líder, tem grande chance de colocar a sua carreira em risco. Especialistas afirmam que é muito difícil separar a vida pessoal da profissional, mas acreditam que é possível gerenciar impulsos, com o intuito de driblar as adversidades ao longo da carreira.

Segundo o psiquiatra Eric Berne, o ser humano traz ao nascer cinco emoções básicas: alegria, afeto, raiva, medo e tristeza.
Se alguém te perguntasse: "Quais as emoções mais importantes?", logicamente as respostas seriam: alegria e afeto, talvez por serem mais agradáveis e mais fáceis de lidar. Crescemos com a visão de que devemos procurar a alegria, propagar o afeto, guardar a raiva, esquecer o medo e abandonar a tristeza. Essa é uma visão errônea. Não podemos trabalhar algumas emoções deixando sucumbir outras. Precisamos aprender a lidar com cada uma delas entendendo que todas são de igual importância.

Qual a melhor maneira para lidarmos com as emoções? A melhor maneira é aprender a lidar com sentimentos alheios a nós direcionados. Sentimentos que diretamente ou indiretamente nos atingem de forma negativa. Como podemos fazer isso? Usando toda a negatividade ao nosso favor.

Algumas situações fogem do nosso controle mas, apesar das dificuldades, temos que persistir com o objetivo de alcançar as nossas metas e, muitas vezes, para isso teremos que aprender a controlar os nossos impulsos.

Todos os seres humanos são diferentes psicologicamente e individualmente têm uma história de vida. ­­­­­­­­Alguns têm um repertório melhor que outros para lidar com emoções. Não é fácil conseguir manter-se sereno diante de uma adversidade administrando as emoções, mas ainda que você não tenha aprendido a lidar com as suas emoções, ter a compreensão de que elas influenciam positivamente e negativamente no seu poder de decisão é de grande valia.

Quando controlamos as nossas emoções, temos uma habilidade maior para lidar com os problemas diários, resistir a grandes pressões sem entrar em surto psicológico, transformando as experiências negativas em aprendizado e oportunidades. Conseguimos superar adversidades e, depois de tantas experiências dolorosas, ter a capacidade de dar a volta por cima. É a força aliada a uma forte vontade de vencer e que depende exclusivamente de nós e da nossa capacidade em tomar as decisões certas.

Publicado originalmente no Pagina Revista e no Blog Mônica Bastos

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