Em momentos de transição, um “turbilhão criativo”

Em momentos de significativa transição, nos remetemos a um
estado interior repleto de questionamentos que nos impulsiona a encontrar
alternativas criativas, em meio às incertezas e as pressões externas. Nesse
estado, que podemos denominar de “Turbilhão Criativo”, nos percebemos
produzindo algumas obras edificantes que em tempos idos não teriam sido
geradas. A partir disso, podemos realizar a reflexão de que as mudanças são bem
vindas em nossas vidas, apesar de nos percebermos resistindo a elas pelo temor
natural decorrente de nosso instinto primário de conservação. A mudança, como a
percebemos, desencadeia estados antagônicos, alternando entre a polaridade
positiva e a polaridade negativa.

Quando a percebemos na perspectiva positiva, somos dominados
por sentimentos de otimismo e de entusiasmo, nos regozijando com o “novo” que
se apresenta em nossas vidas. Em contraposição a essa perspectiva, podemos nos
perceber dominados por sentimentos de insegurança, de revolta e de medo, nos ejetando para um patamar de forte defesa.

Ao refletirmos sobre esses estados mentais contraditórios do
ego, podemos optar por nos manter em equilíbrio, nos observando, através de
nossa Consciência maior, em seu aspecto transcendente, não apegado as questões
do ego autocentrado.

A Consciência maior, transcendente, habita em nós, num espaço
sutil, que pode ser percebido através da prática da meditação profunda e do
processo de despertar espiritual, que cada um, há seu tempo, pode alcançar.
Neste aspecto, não há regras, receitas, dicas, manuais ou roteiros que nos leve
a esse nível de entendimento. O que podemos fazer é reconhecer, ao longo da
história da humanidade, que muitos alcançaram esse nível sutil de percepção
extrafísica. Contudo, em alguns momentos podemos duvidar de nossa capacidade de
alcançar esse estado, como se não fôssemos sábios o suficiente para esse grande
feito. A questão é que todos nós podemos ter a oportunidade de realizar a conexão
e a expansão da Consciência, desde que num primeiro momento, aceitemos o fato
de que ela já habita em nosso interior e aguarda silenciosamente que a
busquemos com confiança e entrega.

Se pararmos para refletir sobre o conjunto de acontecimentos,
por nós vividos, sejam em meio à dor ou ao amor, podemos vislumbrar que hoje já
nos encontramos melhores do que ontem, e assim prosseguindo num fluxo encadeado
evolutivo.

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