Em meio a crise econômica, empresas buscam soluções para se adaptar e enxergar novos cenários

O start para qualquer mudança está no autoconhecimento e como isso pode ter impacto na rotina de CEOs, líderes, gestores e equipes, através de instrumentos capazes de auxiliar e traçar de forma assertiva os perfis comportamentais dos colaboradores, com base em conhecimentos científicos, neurociência e neurocoaching

Diz um ditado chinês que se você não mudar a direção, terminará exatamente de onde partiu. A atual crise econômica no Brasil exige que empresas busquem soluções em meio a um cenário de desconforto que vai muito além do financeiro: o emocional. Precisamos ter consciência de como vamos responder às ameaças, às novas experiências em um ambiente sensível de mudanças, onde existem necessidades motivacionais e onde as reações têm que ser adequadas, mesmo sob pressão e estresse

Traçar e compreender o perfil comportamental, o estágio de desenvolvimento, as potencialidades e as fortalezas profissionais dentro das empresas não é uma tarefa fácil. Porém, fundamental para tomada de decisões de curto prazo (e médio e longo também) em cenários de crises econômicas, onde todos estão sob pressão e com elevadas cargas de estresse em razão de cobranças e resultados a serem alcançados.

Não é novidade que as grandes equipes foram reduzidas em diversos setores, exigindo profissionais multi tarefas. Hoje o colaborador está sob estresse intenso, tem que entregar mais resultados e ronda em seus sentimentos/pensamentos o medo de uma possível demissão. Nesse ambiente, é preciso que os gestores estejam bem preparados para propiciar mais motivação, saber lidar melhor com os outros, estimular mudanças na equipe e identificar quais as ferramentas necessárias que podem agregar valor em cada colaborador.

É possível identificar quem são os colaboradores dentro das organizações, com base em instrumentos confiáveis e amplamente aplicados nas corporações em todo mundo. Saber quem apoia e é prático, quem é bem informado, imaginativo, persuasivo, vendedor, quem desenvolve ideias, organiza e implementa, quem está motivado para o trabalho baseado no objetivo.

Esta identificação encontra respaldo no TMP (Team Management Profile), idealizado pelos australianos Charles Margerison e Dick McCann, que pesquisaram o segredo do sucesso de equipes de alta performance, independentemente do segmento, para chegar no equilíbrio no desempenho de funções de trabalho diante dos desafios apresentados. O TMP possui três modelos fundamentais: Tipos de Trabalho, Quatro Escalas de Preferência de Trabalho e a Roda de Gerenciamento de Equipes, que consiste em uma combinação dos dois primeiros.

Os relatórios apresentados a partir de um questionário apresentam quais são as fortalezas e os pontos de desenvolvimento do colaborador/respondente. Segundo os autores, cada um de nós tem uma função principal e duas auxiliares no modo de desempenhar o trabalho. Quando a avaliação é coletiva, o TMP pode esclarecer as funções que cada pessoa exerce dentro do ambiente profissional e, consequentemente, quais são as funções que estão defasadas naquela equipe.

Emoções, respostas neurológicas e fisiológicas

Requisitada por grandes corporações, coaches, equipes de RH e até mesmo por headhunters, a Consultoria Fellipelli tem auxiliado líderes a identificar os perfis de colaboradores através de ferramentas apropriadas para cada situação. Mapear o perfil psicológico de empresários, líderes, gestores e equipes pode ser a solução para antever ações, em busca de novos cenários.

Embora não existam receitas prontas, alguns métodos e técnicas são utilizados com eficiência e resultados comprovados por corporações no mundo inteiro, e visam propiciar a pessoas e empresa conhecimento para melhor entender o estresse e manter a produtividade nas equipes.

Entre outros, o método Birkman, desenvolvido pelo Dr. Roger Birkman, PHD em psicologia, e aplicado há mais de 50 anos em mais de 3 milhões de colaboradores em diversos países, é um dos mais utilizados. Com ele, é possível observar o comportamento, a motivação, as necessidades e o estresse no ambiente de trabalho. Birkman criou uma avaliação multidimensional, que integra dados comportamentais, motivacionais e ocupacionais, além de observar os pontos fortes das organizações, com base em uma metodologia científica. Hoje, as empresas procuram ter uma avaliação mais sólida sobre o desenvolvimento de competências entre seus líderes e reter talentos, mas também ter uma boa gestão de carreira e planos de sucessão.

Múltiplas personalidades

Trabalhar o processo de autoconhecimento também ajuda colaboradores, líderes, gestores e as próprias empresas a evitar armadilhas tão comuns em situações altamente competitivas e estressantes. Para trabalhar o autoconhecimento e identificar múltiplos perfis, o MBTI, metodologia desenvolvida há mais de 70 anos pela americana Katherine Briggs e sua filha Isabel Meyrs, tem por base a teoria dos tipos psicológicos criados por Carl Gustav Jung.

O MBTI encaixa-se também no grande desafio atual das empresas, que é identificar o que cada pessoa pode oferecer e como cada um entende as diferenças entre os mais variados perfis psicológicos, como interage com o mundo e como é visto pelos outros. É importante saber identificar os pontos de desenvolvimento e construir planos mais propícios para alcançar melhores performances, sobretudo agora, quando precisamos ser ainda mais assertivos nas nossas tomadas de decisões em razão das constantes mudanças e readaptações que o mundo nos exige constantemente.

O MBTI, sigla para Myers-Briggs Type Indicator, posiciona os indivíduos conforme suas maneiras de pensar e agir, como são motivados, como assimilam as informações, como tomam decisões e como se organizam em suas vidas. Assim, são divididos em quatro pares preferenciais: Extroversão e Introversão; Sensação e Intuição; Pensamento e Sentimento; Julgamento e Percepção. A partir da combinação destes pares, são obtidos 16 tipos psicológicos (16 perfis possíveis), descobrindo qual é o perfil de cada um para trabalhar as diferenças de forma construtiva, em um processo que, certamente, terá reflexos dentro e fora das empresas.

A retração na economia brasileira tem exigido saber fazer mais, com menos recursos, e ainda entender que as mudanças organizacionais não dependem mais da só cultura organizacional. Mesmo uma empresa conservadora já consegue realizar mudanças, independente da sua cultura. A recomendação é um ambiente de trabalho onde a criatividade é estimulada, os líderes sabem recompensar e o colaborador pode aprender sempre mais. Instrumentos existem, basta saber onde buscá-los. Ou então você não vai mudar a direção, e terminará exatamente em seu ponto de partida.

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