Em mares turbulentos, precisamos de experiência e conhecimento

A intuição e experiências pessoais são fatores valorizados em executivos

Países latino-americanos se consideram diferentes do resto do mundo. Na Venezuela, por exemplo, vemos ideias coletivistas, que nunca funcionaram em nenhum lugar, levando o país à ruína e, provavelmente, convulsão social e revolução.

Mas por que estamos falando nisso? Nas companhias latinas, em geral, e brasileiras, em particular, o mesmo ocorre. Há uma visão de que aqui as coisas são distintas e, portanto, a administração das empresas não pode seguir o que funciona em outros lugares.

A falta de métodos e critérios na gestão, principalmente em um momento de grave crise econômica, são motivos de insegurança, resultados incertos e muito estresse.

Somado a isso, há a falta de integridade dos gerentes, ao falar uma coisa e agir em desacordo. Ou em parecer algo para o mercado e ser outro dentro da empresa. Isso mina o moral das pessoas, causa medo e abala a confiança dos funcionários nos líderes.

Essa visão exagerada de que aqui tudo é diferente e, portanto, o que funciona lá fora deve ser ignorado, é a principal causa de muitos fracassos empresariais e também profissionais.

A solução está em conhecer as melhores práticas e aplicá-las, adaptando-as ao contexto da empresa.

Administração é uma ciência e, portanto, devemos ter apreço pelos métodos, pelo planejamento estratégico e financeiro rigorosos, assim como pelas melhores maneiras de gerir pessoas e operações.

Existe no Brasil uma valorização exagerada pela intuição e pela experiência pessoal do executivo. É claro que ambas possuem um papel na gestão, que é o de moldar as melhores práticas às sutilezas do contexto da empresa. Entretanto, esse processo intuitivo não pode ser ensinado, e a experiência passada pode não se aplicar em um mundo no qual as mudanças ocorrem em uma velocidade cada vez maior.

O importante é que o gestor continue a aprender sempre, mantenha-se antenado às melhores práticas de administração e as aplique de maneira consciente na companhia. Desse modo, ele gastará menos energia, será mais compreensível pelo time e terá mais chances de sucesso.

Afinal, assim como o governo precisa de líderes preparados, as empresas estarão em melhores condições de navegar em águas turbulentas, quando dirigidas por executivos que possuam experiência, conhecimento sólido, habilidade para aplicá-lo e velocidade para fazer as mudanças necessárias em acordo com os acontecimentos.

Firme no leme e vamos em frente!

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