Eliminando desperdícios

Em toda organização existem desperdícios que deve ser eliminadas para a sobrevivência e perpetuidade do negócio.

Nas últimas décadas as indústrias têm-se inclinado para o modelo de gestão da Toyota, sendo está um referencial para todos os apaixonados pela produção. O modelo Toyota tem como filosofia ter um processo “Enxuto”, mas este termo, praticamente, virou um jargão dentro das empresas. Qual o real sentido desta palavra? Qual o objetivo da Toyota ao criar um processo enxuto?

Em umas de suas descrições, Taichi Ohno (1988), relatou o que estava tentando realizar: “tudo o que estamos fazendo é olhar para a linha de tempo desde o momento em que o cliente nos faz um pedido até o ponto quando coletamos o pagamento. E estamos reduzindo essa linha de tempo, removendo as perdas sem valor agregado. ” Para identificarmos se a mentalidade das empresas que incorporaram este jargão está alinhada com a ideia do Taichi Ohno, devemos perguntar: A empresa está interessada em reduzir seu lead time? E disposta a identificar as perdas com valor agregado e eliminá-las? Se a resposta for sim há este alinhamento.

Ver as perdas não é a mesma coisa que eliminá-las, a organização deve se comprometer a analisar de forma sistemática os processos, material e fluxos de informação, mapeando do início ao fim. A remoção dos desperdícios não deve ser de forma esporádica, a Toyota usufrui dos benefícios dessa mentalidade executando um método de melhoria contínua que está presente em todos os setores.

Os interessados pela incorporação desta mentalidade em suas empresas devem-se está atento a três erros que levam ao fracasso da implementação desta filosofia:

  • Foco na aplicação das ferramentas enxutas (Kanban, 5S, etc.), em vez de gerar esforço na compreensão e absorção dos conceitos que permeiam a filosofia do sistema enxuto e definição das estratégias para implementação.
  • Não realizar melhorias por produzirem efeitos indesejáveis a curto prazo.
  • Planos de implementação falhos que não contemplem a erradicação sistemática, cíclica e contínua das perdas.

Na aplicação de sua filosofia enxuta, a Toyota identificou 7 tipos principais de atividades sem valor agregado, e ainda, há um oitavo tipo que foi incluso posteriormente. Os 8 desperdícios são: Superprodução, Espera, Transporte, Superprocessamento, Excesso De Estoque, Deslocamento Desnecessário, Defeitos e Não Utilização Da Criatividade Dos Funcionários.

Irei conceituar, de forma breve, cada tipo de perda:

  1. SUPERPRODUÇÃO: Produzir de forma inconsistente com a necessidade do cliente, de forma antecipada ou em quantidades maiores.
  2. ESPERA: Trabalhadores não produzindo, pois estão esperando por um recurso que é limitante para a sua atividade, como por exemplo: Ferramenta, suprimento, peça, equipamento.
  3. TRANSPORTE: Movimentação de material entre processos, para estocar ou retirá-los do estoque.
  4. SUPERPROCESSAMENTO: Realizar atividades desnecessária para o processamento, ou processamento ineficiente devido à péssima qualidade das ferramentas ou erro de projeto.
  5. EXCESSO DE ESTOQUE: Excesso de estoque (Matéria Prima, em processo ou acabado) causando leads times maiores, produtos avariados, aumento de transportes e atrasos.
  6. DESLOCAMENTO DESNECESSÁRIO: Restringisse a movimentos que não criam valor às peças que os funcionários têm que fazer, como: localizar, empilhar ou procurar.
  7. DEFEITOS: Produção de peças defeituosas que geram concertos, retrabalho, descarte, inspeção, etc.
  8. NÃO UTILIZAÇÃO DA CRIATIVIDADE: A falta de envolvimento e estímulo da participação do funcionário gera perda de: tempo ideias, habilidades, melhorias, etc.

Ohno considerava que a perda mais importante era a de superprodução, já que causa a maioria dos outros tipos de perda.

A Toyota implementa as melhorias em um curto prazo devido a sua capacidade de focar e reunir recursos. A organização que está iniciando a vivência nesta metodologia deve ficar atenta na profundidade das habilidades de sua equipe, em vez de resultados drásticos em curto prazo, pois as melhorias devem ser sustentáveis.

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