Economia que nada! O Brasil está em crise de pessoas

Contrata-se alguém que preste, da Diretoria à Operação

Vários economistas já disseram que essa crise é passageira, um pouco mais do que uma marola, mas nada que se compare a uma ressaca. Dentre eles, Delfim Neto e Luiz Carlos Mendonça de Barros.

Temos que arrumar a economia e ajustar as contas do Governo para continuarmos a crescer. Se o país fosse uma empresa, estaríamos hoje reestruturando nosso departamento financeiro, discutindo o redesenho do organograma e tentando criar novas normas administrativas. O problema é que essa mudança empresarial passa longe do departamento de RH.

Historicamente, os países que aderiram à economia de mercado passam por crises. Às vezes em intervalos maiores, às vezes em intervalos menores. Penso que a Economia brasileira enfrentará crises com intervalos pequenos e nossos principais produtos de exportação continuarão sendo commodities durante muito tempo.

Precisamos de gestão de pessoas. Do 7 x 1 à crise econômica, só poderemos ter soluções com pessoas. Temos uma gestão pública que margeia a incompetência e a imoralidade. No mercado, uma tensão constante entre capital e força de trabalho, onde o entendimento das partes é que sempre o outro lado é o inimigo. "Ah, mas o brasileiro é um povo criativo!" Como vamos conseguir empreender se para entender o correto funcionamento dos impostos brasileiros é preciso 457 cursos contábeis renomadíssimos para, no máximo, se ter poucas dúvidas (o contador no Brasil virou um burocrata). Não somos capazes de discutir e entender uma necessária reforma tributária.

O primeiro passo para se alterar esse cenário é deixar de pensar como escravo: parar de pensar que você ganha menos do que merece e que seu patrão está lá para tomar seu salário. Pensamentos comuns de uma sociedade de base escravocrata católica. As escolas estaduais são fábricas de replicação de um pensamento esquerdista retrógrado que criam alunos adorando Chávez, Stálin e Che (isso quando os alunos saem do ensino médio sabendo quem foram esses caras, aliás, ler e escrever já é lucro). Essa época já passou. Temos que ensinar a nossos alunos que eles só conseguirão ter bons salários se forem bem qualificados e não enxergarem o patrão como inimigo.

A nossa solução está no departamento de RH.

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