Economia mundial: a ação do governo e das empresas na nova realidade
Economia mundial: a ação do governo e das empresas na nova realidade

Economia mundial: a ação do governo e das empresas na nova realidade

Movimentos de capital se tornaram a força motriz da economia mundial

Existe muita discussão nos dias de hoje sobre a transformação da economia mundial. contudo - e este é o tema deste texto - , a economia do mundo não está mudando ( pelo menos as mudanças não são coisa de agora apenas ). Ela já mudou, tanto em seus fundamentos quanto em sua estrutura,e provavelmente isto é irreversível.

Nos últimos quarenta e cinco ou cinquenta anos, ocorreram três mudanças fundamentais no cerne da economia mundial:

1) A economia dos produtos primários se desencaixou da economia industrial;

2) Na própria economia industrial, a produção se desencaixou da oferta de empregos;

3) Movimentos de capital, e não o comercio de bens e serviços, se tornaram os motores e a força motriz da economia mundial. Os dois talvez não tenham se desencaixado, mas seu elo se tornou extremamente folgado e, pior, imprevisível.

Estas mudanças não são cíclicas, mas permanentes. Talvez jamais seja possível entender o que as provocou - as causas de mudanças econômicas raramente são simples. Pode ser que ainda passe um longo tempo até que os teóricos da economia aceitem que ocorreram mudanças fundamentais e mais tempo ainda até que adaptem suas teorias para explicá-las. Decerto, ficarão extremamente relutantes, principalmente para aceitar que a economia mundial está no controle, e não a macroeconomia dos Estados nacionais, em que a maior parte das teorias econômicas ainda faz o foco exclusivo. Entretanto, esta é a clara lição das histórias de sucessos dos últimos cinquenta e cinco anos - do Japão e da Coreia do Sul; da Alemanha ( que na verdade, teve um desempenho muito mais impressionante, embora menos vistoso, que o do Japão ); e um dos grande sucessos dentro dos Estados Unidos: a virada e rápida expansão de uma Nova Inglaterra industrializada, região que, há apenas cinquenta e cinco anos, era considerada moribunda.

Mas os profissionais, seja do governo ou das empresas, não são capazes de esperar até que uma nova teoria seja desenvolvida, por mais que se precise dela. Eles têm de agir. E suas ações terão maior probabilidade de sucesso quanto maior for sua adesão às novas realidades de uma nova economia mundial. Outras informações podem ser obtidas no livro As fronteiras da administração, de autoria de Peter F. Drucker.

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