Economia e cidadania

Precisamos estar preparados para lidar com o avanço tecnológico e a consequente demanda pelo capital intelectual. Daí a urgência de escolas de qualidade que estimulem mais a curiosidade, a pesquisa e a sensibilidade criativa do que a decoreba tradicional, caso contrário, nosso futuro será decepcionante!

Desde a publicação do 'Índice Tocalino', eu passei a escrever minhas análises e opiniões também em inglês, obtendo uma visibilidade no exterior bem maior que no Brasil. No entanto, minha última publicação em português bateu o recorde de leitores através dos sites Notícias Agrícolas e AgroClima. Só no primeiro, foram cerca de 1800 visitas em apenas 3 dias. Uma agradável surpresa, pois embora atento à macroeconomia global, eu escrevo mais para investidores do mercado financeiro.

Apesar de raramente reproduzido por editores de outros sites, meu pensamento incluído ao final de cada texto é: "A Bolsa estimula a cidadania!" Ao investirmos nossas economias em ativos de risco, passamos a observar melhor o que se passa no país e na economia. Quem vive apenas de salário ou alguma fonte de renda mais estável, nem sempre tem a mesma atenção à situação nacional e internacional.

O interesse do empreendedor rural na economia global é pertinente, afinal as exportações de produtos agropecuários respondem por uma fatia significativa do seu mercado. E as exportações, principalmente, dependem de condições econômicas que vão além de nossas fronteiras.

O setor também vem se mostrando o de maior resiliência na economia brasileira. Enquanto o produto interno bruto nacional decepciona em quase todas as áreas, o setor agropecuário, puxado pela produção agrícola, vem se destacando dentre os demais.

Nos três primeiros trimestres de 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário cresceu 2,1%. Compare esse crescimento à retração de -3,2% do PIB brasileiro no mesmo período! De acordo com o IBGE, até o período, a produção brasileira cresceu 7,7%, atingindo um volume recorde de 209,5 milhões de toneladas de grãos, leguminosas e oleaginosas. A participação do setor nas exportações totais do Brasil foi de 46,2%! (fonte)

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Com a recessão da economia brasileira, a participação do setor agropecuário no PIB vem aumentando. Conforme o balanço feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), sua participação no PIB passou de 21,4% em 2014, para uma projeção de 23% em 2015!

Estamos falando de quase um quarto da riqueza produzida no país! Surpreende que o governo não dê maior atenção à infraestrutura necessária para melhor escoar e dinamizar a produção desse setor. Imagine se houvesse rapidez e eficiência no transporte da produção rural!

Mas a qualidade de um governo é proporcional ao nível geral de cidadania da população. O termo cidadão é muito usado como indivíduo ou sujeito que é natural de determinada região. Eu prefiro uma definição mais jurídica, onde o cidadão é definido como membro de um Estado, que usufrui de direitos civis e políticos constitucionalmente garantidos e desempenha os deveres que, na condição de cidadão, lhe são atribuídos. O Brasil carece de cidadania e assim fica a mercê de governos frustrantes.

Governar uma nação é garantir boas condições para que sua economia prospere e proporcione melhor qualidade de vida para todos. Os termos governo ou país pouco dizem se desacompanhados do caráter econômico dessas palavras. Mas economia não é a ciência do dinheiro ou do seu acúmulo, como alguns podem pensar. Sua definição pode ser encontrada em diferentes fontes, de forma mais ou menos resumida, mas em minhas próprias palavras, eu diria que economia é o conjunto de estudos envolvendo a produção, a distribuição e a capacidade de acesso a bens, serviços e melhores condições de vida! Ela implica em recursos finitos e as múltiplas alternativas de investimento destes na produção ou aquisição de bens e serviços variados que possam acrescentar -ou não- qualidade a nossas vidas. O conceito envolve não apenas prudência, moderação, visão, inovação e empreendedorismo, mas também falhas, desperdícios e externalidades negativas.

It's the economy, stupid!

"É a economia, estúpido!" A frase de 1992, cunhada e utilizada inicialmente entre os estrategistas da campanha de Bill Clinton para presidente dos EUA, virou um chavão na política americana. Afinal, ela resume a realidade dos países e dos governos. Não surpreende que, com esse foco, Clinton tenha sido capaz de reverter o aumento da dívida pública nos EUA (a demografia favorável também ajudou). A retração da dívida em seu governo fez com que Alan Greenspan, então chairman do Banco Central norte-americano, reunisse estudos para ver como fariam a sintonia da economia se o governo deixasse de emitir títulos de dívida pública. É que o Banco Central usa as taxas de juros desses títulos para dinamizar a economia (a circulação de capital aumenta com juros menores) ou desaquecê-la (juros mais altos diminuem a velocidade do dinheiro), daí a preocupação de Greenspan com esse instrumento.

Apesar de eu não ter conhecimento histórico para maiores conjecturas, o que é observável pelo gráfico abaixo é que, de 1966 até hoje, 75% dos presidentes democratas (3 de 4) obtiveram uma queda da dívida pública em relação ao produto interno bruto anual dos EUA. No entanto, o endividamento só caiu durante o governo de 20% dos presidentes republicanos (1 de 5). A hipótese de coincidência se enfraquece se observarmos que a mudança de tendência do endividamento ocorre exatamente na transição dos governos, mesmo quando ambos os presidentes pertencem ao mesmo partido.

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Se analisarmos não pelo número de presidentes de cada partido, mas sim pelos termos presidenciais em que cada partido se fez representado na Casa Branca, os Democratas viram a dívida pública diminuir em relação ao PIB durante 4 de seus 6 termos (os dois termos de Obama foram a exceção), e os republicanos durante pouco mais de 1 dos seus 7 termos (Nixon foi a exceção – com seu 2º mandato interrompido pelo escândalo de Watergate).

Procurando ser justo, eu representei a dívida como percentual do PIB. Infelizmente há gráficos tendenciosos circulando na internet que apenas retratam-na em dólares (ajustados à inflação ou não), sem levar em conta o tamanho da economia.

Eu não sou nenhum estudioso da gestão política norte-americana, mas a consistência observada acima sugere que o acaso não poderia ser determinante no trajeto da dívida pública. As tendências são bem definidas e consistentes, não apenas durante o exercício de cada presidente, mas também conforme o seu partido político. Isso me sugere o resultado prático de diferentes, porém consistentes ideologias, tanto de indivíduos como de partidos, na gestão pública.

Talvez, com apenas dois partidos e duas ideologias mais consolidadas, os eleitores norte-americanos estejam mais capacitados a escolher seus líderes. Outro fator que, sem dúvida, fortalece a democracia nos EUA (e nos demais países avançados), é que os eleitores por lá só votam caso se sintam confortáveis com seus candidatos e convictos de sua própria escolha, afinal o voto lá não se trata de uma imposição legal (voto obrigatório), mas sim um direito constitucional. Isso impede que uma quantidade absurda de votos completamente desprovidos de cidadania ou convicção ideológica seja contabilizada na eleição de espertalhões e oportunistas.

É evidente que a obrigatoriedade do voto acaba por eleger menos representantes e líderes capazes e mais personagens que se popularizaram por alguma visibilidade na televisão, no esporte, na música, ou noutra atividade desconexa! O voto obrigatório não é um voto democrático, mas sim antidemocrático! Ele não representa um direito adquirido, mas sim um incômodo legalmente imposto a uma parcela enorme e despreparada da população que desconhece qualquer ideologia dos candidatos - coisa que, não raramente, eles de fato não têm.

Para conduzir um carro é necessária a aprovação em exame teórico e prático antes de obter habilitação de condutor. Ironicamente, para conduzir um país não é exigido qualquer conhecimento além do alfabetismo básico! Se a educação for deficiente, o voto for obrigatório e a quantidade não for sinônima de qualidade, fica difícil enxergarmos quando deixaremos de ser o "país do futuro" para finalmente sermos a bola da vez! A febre globalizada dos BRICs foi apenas uma eventualidade (lastreada mais em nossos recursos naturais do que em nossos recursos humanos) que nos possibilitou um embalo passageiro na economia – estava vinculada à maior liquidez de capital internacional e não a qualquer estratégia de mérito nacional!

Políticos incapazes e eleitores incapacitados lesam nossa democracia, nossa economia e a prosperidade da própria população. Perdidos em um amadorismo pseudodemocrático, sem focar a economia, qualquer país estará comprometendo seu potencial para o sucesso. Sem planejamento de longo prazo e medidas pragmáticas, as políticas se mostram inconsistentes e frustrantes, ora indo para um lado, ora para outro. Não raramente, algumas decisões do governo são canceladas por outras completamente antagônicas em questão de meses! Falta de clareza, compromisso ou horizonte geram dúvidas e inseguranças que coíbem o empreendedorismo doméstico e afugentam os investidores estrangeiros. Nossas inconsistências em política tributária são exemplo disso!

Interesses pessoais, demagogia, protecionismo, lobismo, populismo, nepotismo e imediatismo são sinônimos de abusos que nos desviam do caminho e causam numa terrível perda de tempo e de recursos. O Brasil, rico por natureza, afunda novamente, com uma enorme máquina pública que nos confere mais inércia do que torque para uma arrancada econômica.

Presunçosos e gananciosos, nossos políticos arregalaram-se com a popularidade internacional do termo BRIC, bem como as superestimadas perspectivas do pré-sal. Colocaram muito dos seus ovos (e dos nossos!) na mesma cesta. A ilusão prematura gerou disputas acirradas por royalties e benefícios entre governos estaduais e federal. Todos sonhavam com uma gorda fatia do bolo... No fim o bolo murchou antes mesmo de sair do forno e pouco sobrou da cereja no topo: a saqueada Petrobras. A bolha do petróleo estourou.

O sucateamento dos hospitais universitários no Rio de Janeiro e a notícia de que médicos de lá estão vindo fazer residência em São Paulo são consequências do imediatismo míope e da falta de estratégias sustentáveis. Em 1995, o setor do petróleo respondia por pouco mais de 1% do PIB do Rio de Janeiro. Em 2012, alcançando 17,65% do PIB, um alerta já deveria ter sinalizado que o estado estava ficando refém demais desse setor. Desde 2011, eu mesmo já havia questionado a demanda por petróleo nos países avançados e a sustentabilidade dos preços altos. No entanto, a cadeia de óleo e gás cresceu a ponto de responder por 33% do PIB fluminense (fonte). A bolha do petróleo se tornou a própria bolha orçamentária do Rio de Janeiro. E estourou! Em novembro de 2015, o Rio já respondia por 17,4% dos empregos perdidos no Brasil.

Enquanto iludidos gananciosos apostavam no pré-sal, a infraestrutura para o transporte de alimentos e produtos agrícolas foi postergada. Nossas estradas estão sucateadas e não há mais verba para melhorá-las. O descaso nacional contribuiu para a inflação mais perniciosa de todas: o aumento no custo dos alimentos, da qual os mais pobres não têm escapatória! Nesse meio tempo, o Brasil bancava sozinho o custo de empreendimentos firmados com a Venezuela, ainda sob o patético poder de Hugo Chávez. ("Diga-me com quem andas e te direi quem és!")

Se houvesse maior cobrança por ideologia, convicção e estratégia para o ingresso de indivíduos na política, talvez a coisa fosse diferente. Quando uma empresa pode e deve exigir conhecimento específico e formação superior para seus cargos administrativos, por que a administração pública deveria ser menos seletiva? A falta de lógica me parece absurda, porém, quando o populismo fala mais alto, esse argumento soa até elitista ou antidemocrático.

Democracia seria o governo do povo, pelo povo e para o povo. No entanto, o que vem sendo feito sob o manto da demagogia prejudica justamente o povo! Discursos populistas são alçados contra as elites, mas atingem e oneram muito mais o proletariado. São os trabalhadores mais simples que pagam mais caro pela falácia dessa estúpida rivalidade entre classes sociais.

Se nossos políticos entendessem mais de administração e economia, no verdadeiro sentido dessas ciências, talvez estivessem mais familiarizados com David Ricardo... Não, não se trata de mais um cantor medíocre de composições chatas! David Ricardo foi um importante economista inglês, de origem judaico-portuguesa, que viveu entre os séculos XVIII e XIX. Sua contribuição histórica foi justamente no âmbito da economia política. Segundo ele, o papel da ciência econômica seria o de determinar as leis naturais que orientem a melhor distribuição do produto gerado pelo trabalho na sociedade. Isso se faria através da análise das perspectivas correntes, porém com objetivos de crescimento sustentável em longo prazo. Essa filosofia sim é que tem o poder de melhorar a vida do trabalhador comum e da maior parte da população humilde.

A teoria ricardiana das vantagens comparativas constitui a base essencial para o comércio internacional. Ele demonstrou que duas nações podem se beneficiar mutuamente com o livre comércio, mesmo que uma nação seja menos eficiente na produção de todos os tipos de bens do que o seu parceiro comercial. Ricardo defendia que nem a quantidade de dinheiro no país, nem o valor monetário desse, seria o maior determinante para a riqueza de uma nação. Uma nação é rica em razão da abundância e da circulação de algo que contribua para o bem-estar de seus habitantes. Outra contribuição sua foi o desenvolvimento da Teoria da Renda da Terra, com a qual Ricardo teria se tornado o primeiro economista a abordar a economia em relação aos recursos naturais e à degradação ambiental. Um trabalho importante para a construção de políticas públicas voltadas para o meio ambiente e a sustentabilidade.

A razão pela qual me debruço sobre a relevância e a necessidade de habilidades e conhecimento na classe política é que a política têm profundos reflexos na economia. E, como num círculo vicioso, a economia também gera efeitos poderosos na política. Boas políticas produzem uma melhora da economia, que por sua vez possibilita a ascensão social da população, a qual elegerá pessoas ainda mais comprometidas com o futuro. Por outro lado, políticas ruins geram frustrações econômicas e ansiedades imediatistas na população, favorecendo mais o oportunismo político do que as estratégias de longo prazo.

Quando a economia padece (e com ela a população, da qual é indissociável), o desespero afeta a racionalidade das massas. Quanto maior a desorientação econômica, maior a procura por falsos culpados e a banalização dos argumentos descabidos ou maliciosos. Emoções infladas prejudicam a razão. Foram economias em frangalhos que viabilizaram a ascensão do radicalismo autocrático em diferentes países, como o nazismo na Alemanha e o fascismo na Itália. Historicamente, o desespero popular têm raízes econômicas, e suas consequências políticas são malignas para a democracia, limitando a liberdade dos indivíduos e minando o futuro de uma nação. Guerras representam o pior dos resultados de uma política econômica desastrosa, onde até mesmo o genocídio pode ser usado para satisfazer as ansiedades atrozes por algum bode expiatório.

O tema é ainda mais pertinente nesse momento, uma vez que existem vários fundamentos indicando a ameaça de uma nova crise econômica mundial de grandes dimensões. Algo talvez já não tão distante no horizonte.

Tal crise poderá ser bem mais séria do que nós brasileiros, embora calejados, poderíamos esperar. No entanto, nosso passado turbulento não é algo que os mais jovens conheceram. Para muitos, a crise asiática (de 1997, com ecos na Rússia em 1998 e no Brasil em 1999) e o calote da Argentina (em 2001) ocorreram quando ainda eram jovens demais. Além disso, elas não seriam base de comparação para o que pode vir por aí. A hiperinflação da década de 1980, embora mais grave, também já é uma memória pouco vívida da infância ou da adolescência de muitos.

Se meus receios quanto a essa próxima grande crise estiverem corretos, quando as coisas azedarem, o pânico popular poderá favorecer ainda mais o imediatismo e a demagogia oportunista, patrocinando políticos e políticas ainda menos comprometidos com o longo prazo e o bom senso.

Em meu texto publicado em Notícias Agrícolas, eu dissertava sobre as perspectivas de uma nova dinâmica entre oferta e demanda em vários setores da economia. A demografia e a tecnologia acabarão por contribuir para um desequilíbrio potencialmente deflacionário graças à estagnação e retração da capacidade de demanda e uma já grande capacidade de oferta. Ao fim do texto, um leitor escreveu o seguinte comentário:

"Quer dizer então que o excesso de tecnologia é inimigo da economia? Ou o desenvolvimento da tecnologia deve ser arbitrado de acordo com suas finalidades? É... Acho que deverão existir regras para o desenvolvimento e o uso de tecnologia ou então a humanidade estará encrencada..." (A.O.C.B.)

Preocupa-me essa ansiedade por uma resposta pronta e equivocada como ele mesmo ofereceu, pois sei que ela está na mente de mais gente. Saudosismo pode ser bom ao falarmos de memórias e pessoas queridas, mas quando o assunto é economia e tecnologia, trata-se de distração inútil. Qualquer resposta nostálgica só nos afastará mais de um futuro melhor.

A tecnologia veio para ficar. Não faz sentido divagarmos se um retrocesso na sua utilização seria mais humano. Simplesmente não vai acontecer. Além disso, a tecnologia não é inimiga da qualidade de vida. Pelo contrário! Ninguém gostaria de voltar a lavar roupas à beira do riacho, mergulhar a carne na banha para que ela não se estrague sem refrigeração ou passar a roupa com um ferro pesado recheado de carvão em brasa. Essa era a realidade no início do século XX. De fato a tecnologia substitui cada vez mais a mão de obra no setor manufatureiro e no setor de serviços, mas isso foi um avanço para a qualidade de vida da maioria. Como poderíamos traçar uma linha na areia e especificar até onde a tecnologia pode ou deve ser empregada na economia? É claro que existem casos pontuais que poderão ser arbitrados legalmente, mas é impossível fazermos algo de forma mais generalizada.

A tecnologia teve um papel importante na inclusão social da mulher. Com mais tecnologia a seu dispor, ela ganhou tempo e disposição para trabalhar fora, estudar e se preparar para novas atividades mais estimulantes e produtivas. Essa maior inserção da mulher no mercado de trabalho permitiu-lhe uma melhora na qualidade de vida e maior satisfação pessoal, além do crescimento da economia como um todo.

Trabalhos maçantes que podem ser executados de forma mecânica e previsível vêm sendo progressivamente delegados a engenhocas mecânicas há anos. Com o avanço da computação, outros trabalhos vão se automatizando e liberando o ser humano para dedicar-se ao seu potencial criativo e adaptativo. A tecnologia nos possibilita trabalhar menos com os músculos e mais com os neurônios do cérebro. Hardware e software fazem mais e mais dos serviços monótonos, enquanto os seres humanos ficam livres para usar a cabeça em atividades mais gratificantes. Porém, o pensamento torna-se imprescindível para quem quiser manter-se ativo no mercado de trabalho.

É fundamental que o governo, como administrador do país, demonstre compromisso e competência priorizando uma estratégia de desenvolvimento cultural da nação! O povo brasileiro precisa ser preparado para lidar com o avanço tecnológico e a consequente demanda pelo capital intelectual. Daí a urgência de escolas de qualidade que estimulem mais a curiosidade e a sensibilidade criativa do que a decoreba tradicional, caso contrário, nosso futuro será decepcionante. Como já é o presente! A demagogia de esquerda para o proletariado precisa ser substituída pela verdadeira democracia de amplo acesso ao conhecimento e estímulo ao empreendedorismo.

Tivemos exemplos de sobra de que os ideais de esquerda e o pensamento marxista, adotados por governos comunistas, levaram seus países á bancarrota! Se dentre os economistas da história, Hayek fosse tão popular quanto Marx, muito desperdício de capital físico e humano teria sido evitado, disponibilizando-os para empreendimentos mais prósperos e sustentáveis.

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A ilustração acima localiza e lista os países que em algum momento de suas histórias se declararam socialistas sob a corrente Marxista-Leninista (conhecidos no Ocidente como "Estados Comunistas"). O mapa representa as fronteiras atuais. Nem todos esses países foram Marxista-Leninistas ao mesmo tempo. De acordo com a ideologia Marxista-Leninista, as constituições desses países afirmavam que todo o poder pertencia à classe trabalhadora. Uma ditadura dita democrática e do proletariado foi implantada dentro de suas fronteiras, orientando-se para o socialismo com o objetivo de alcançar um dia o ideal comunista. A maioria delas quebrou, ou chegou bem perto disso, antes de abandonar tal utopia improdutiva e inexequível.

Todo esse discurso tolo e pueril poderia ser sumariamente dispensado se chegássemos para o camarada, eleitor da esquerda populista, lhe oferecendo uma permissão legal de residência em qualquer país estrangeiro de sua escolha. Onde será que ele ia preferir morar? Em uma república socialista que ainda não faliu, como a Coréia do Norte? Em algum dos países maiores exportadores de petróleo, como Arábia Saudita, Rússia, Kuwait, Nigéria, Venezuela ou Angola? Ou talvez em um país bem mais democrático, livre e desenvolvido, com economia de mercado e escolas públicas de qualidade, onde o voto não é uma imposição descabida contra qualquer cidadão indeciso ou despreparado, e a maior riqueza nacional seja sua aposta no capital humano empreendedor?

Ah... Que dúvida cruel!

A bolsa estimula a cidadania!

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