E se não for azar? E e se for sorte?

Uma reflexão sobre a como vemos a vida e as escolhas que fazemos sendo responsáveis pela realidade em que vivemos

Acredito que o final de semana em casa (estou com o pé recém-operado) deixou-me mais reflexiva que o comum; e sim, isso é possível.

Tenho aproveitado este momento para atualizar as minhas leituras, material do site, trabalhos via Skype e de certa forma não estou parada, apesar de parecer redundante.

Pois bem, ontem recebi uma ligação de uma amiga que gosto muito e conversamos, por horas, sobre como é importante se proteger das energias negativas que vagam solitárias por aí, nos dias atuais. Pensando melhor nisso, eu resolvi trazer uma vivência experimentada na minha atual “cadeira de rodas”.

Parece piada, mas já perdi as contas de quantas vezes recebi mensagens, ou ouvi de colegas, amigos e familiares a seguinte frase, lotada de real pesar e sofrimento, além da surpresa... “Nossa, mas que azar quebrar o pé logo nas férias”.

Considero-me, sim, bastante focada e com alta resistência à frustração, mas por umas duas vezes eu cheguei mesmo a questionar se isso não poderia ser verdade, e por este motivo resolvi convidar vocês para pensarem um pouco mais sobre tudo isso.

Qual é para você o significado de sorte e de azar? Como esse conceito se formou na sua mente? Você obteve mais situações de sorte ou de azar nos últimos tempos? Como você julga os fatos que acontecem na sua vida? Como sorte ou como azar?

Indo um pouco mais além, pergunto a você, o que gosta de passar para as pessoas ao seu redor, que tipo de emoção? A emoção de alguém que acredita na sorte? Ou a emoção de alguém que a tudo culpa o azar?

Eu não preciso pensar muito pra dizer que prefiro acreditar na SORTE e convido você para “viajar” um pouco nos obstáculos que vêm aparecendo em sua vida. Vamos pensar em situações mais recentes, sejam elas o desemprego pelos tempos de crise, sejam as perdas de pessoas queridas, seja a descrença no futuro do país, sejam as dores da alma que por algum motivo estão te fazendo sofrer, sejam os amores perdidos, enfim... as dificuldades em que você se encontra.

Não é muito fácil pensar em tudo isso e simplesmente acreditar, depositar as fichas na crença que ao invés de ter tido azar, você pode ter tido sorte, não é mesmo? Até porque, geralmente, a torcida do AZAR é um pouco mais concentrada! E certamente você ouviu muita gente por ai dizendo: “Nossa, mas que azar quebrar o pé logo nas férias?” Bem... Aconteceu! É um fato, e os fatos estão aí para serem julgados e processados, e cada um de nós faz este processamento de uma maneira muito pessoal, baseado na nossa história de vida, nos nossos paradigmas.

Tenho pensado bastante sobre o mundo e suas conexões, às vezes nos vejo em uma grande TEIA de emoções, conectados por sentimentos, histórias, vínculos familiares, pela SORTE e pelo AZAR. E o mais interessante de tudo isso é que as emoções que vamos sentir frente a estes fatos, não vão mudar, elas são reações físicas.

Mas ok! Então, se é impossível evitar a dor ou a existência de uma emoção causada pelas dificuldades, como é possível acreditar que posso transformar o AZAR em SORTE? O primeiro passo é em direção ao autoconhecimento, compreender melhor quem somos nós, o que nos causa alegria ou dor, o que nos causa curiosidade ou apatia, o que nos motiva ou nos engaja. O Segundo passo é escolher como lidar com a dificuldade, como fazer diferente, como transformar o seu limão em uma limonada!

Construa suas oportunidades e desenhe você mesmo a sua sorte, abra a sua mente e o seu coração e permita que o AZAR se torne SORTE. E como fazer? Realmente é possível? Bem, pra mim, só depende de você!

Pense nisso!

Jackeline Leal

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