É hoje

Dia 16 de novembro: o dia internacional da tolerância. E se é hoje, o que você vai fazer?

Dia 16 de novembro: o dia internacional da tolerância.

A data foi criada na década de 90 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.

A palavra vem do latim: “tolerare” que significa suportar.

Esse significado tem tanta nobreza em seus conceitos.

Somos um universo que suporta tudo e quase nada ao mesmo tempo.

Sob as pressões das metas apressadas do capitalismo, às vezes, transformam-se empresas em ringues sem democracia. Fazem dos negócios dívidas corruptas e invalidam valores. Por que, ainda, não desmoronou tudo? Graças aos idealistas que fazem o papel de pilares sagrados da administração.

Mas nem sempre há resistência no que parecia intransponível...

O que infelizmente se atesta nesse momento de dor pelas mortes que ladeiam a Europa, pelo desespero das perdas por causa da lama que assola as terras mineiras, mas, que também, pode alcançar nossos intelectos diante das inúmeras possibilidades de evolução desperdiçadas.

Estamos incoerentes nos critérios. Ora somos vítimas, ora algozes. Ficamos no papel de condenados e condenadores. E nessa seara de desafios estamos mais longe de reconhecer que não soubemos interpretar outro significado, outra palavra: respeito. Aplique a análise “SWOT” nessa ideologia e há de reconhecer a fraqueza e a ameaça dessa condição.

Pensa-se que a distância do entendimento reside em mais uma junção de sílabas. Palavra conhecida, mas difícil de ser praticada: aceitação!

Tolerar é, antes de tudo, aceitar! Eis a força e a oportunidade de transformação.

Às vezes é na hora do sim, outras em tempos de apologia ao não, nem sempre se embute nessa escolha a firme decisão pela aceitação. Nem sempre, recebe-se com agrado a artista que envelhece, os migrantes que seguem, a cor da pele, o amor que nunca existiu que a mentira revelou...

Permanecemos anestesiados assistindo o horror como espetáculo e apontando dedos para dizer verdades incompletas esquecendo que somos parte de um todo e que essas pequenezes nos mutilam como sociedade, nos afastando mais da nossa chance de humanizar...

O natural sempre foi uma resposta estratégica. Uma flor aceita a própria condição, não concorre com a outra no jardim, nem tão pouco inveja o pássaro que vem lhe visitar com sofreguidão. O verde e o azul convivem em harmonia desde os primórdios da criação. Diante desse pensar, fica inevitável apontar que a resposta para essa esquizofrenia que aumenta o nosso medo é: precisamos reconhecer a importância da falta de semelhança.

É o diferente que nos encanta. É quando lutamos pela troca do sós, por nós!

No dia internacional da tolerância aprende-se que o amor está na atitude, afinal ninguém está pronto para reconhecer a intenção. Ainda nos resumimos no que fazemos. E se é hoje, o que você vai fazer?

E se é hoje, não é só a Ludmila que tem uma proposta, eu também: Tolere, suporte, aceite. Às vezes sofre-se o que não se deve para aprender a amar ao próximo como a si mesmo.

ExibirMinimizar
aci institute 15 anos compartilhando conhecimento