Café com ADM
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E então, para onde ir?

Ademir Antonio Saravalli* Palavras chave: Micro-empresário, Planejamento estratégico. Saber o que fazer, sem saber para onde ir, é uma questão perturbadora para muitos micros e pequenos empresários brasileiros, o que se tem na verdade, é a impressão de que estão numa cabine pilotando um grande avião, sem possuir sequer um plano de vôo. Todos nós conhecemos, ou no mínimo já ouvimos sobre a estória de Alice no país das maravilhas, nessa estória tem uma parte onde Alice, toda preocupada em encontrar o coelho que fugiu com o relógio, encontra num entroncamento dos caminhos, o grande gato e pergunta-lhe: _ Gatinho amigo, que caminho devo seguir? O gato indaga: _ Para onde quer ir? Alice responde: _ Para qualquer lugar. O gato ironiza: _ Então qualquer caminho serve. É bem verdade, para quem não sabe para onde ir, todo caminho serve, já que vai dar em lugar nenhum. Protagonizar histórias e estórias muitas vezes lidas e vividas, é errar duas vezes, é preciso refazer a lição de casa sem considerar o velho chavão: é preciso errar para acertar, já que é preciso acertar sempre, seguindo por um caminho chamado Meta, onde, logo no início se vê uma curva chamada Planejamento, que dá vista a uma comunidade chamada Organização, e lá um velho ancião aponta em Direção a um portal chamado Controle, certificando a chegada em um lugar chamado sucesso. Digamos que este artigo não tenha a pretensão de ensinar o vigário a rezar missa, más apresentar um momento de reflexão, para que esses empresários compreendam a necessidade de profissionalização das ações de gestão de seus empreendimentos, garantindo um ciclo de vida de crescimento constante, ao invés de figurarem nos resultados estatísticos com números representativos de falências e grandes dificuldades de gerenciamento. Empresários inovadores criam empresas e estratégias, capazes de se posicionarem diante da competição, dirigindo sua empresa para os objetivos planejados, agregando valor a produtos e serviços, criando diferenciais e ocupando nichos de mercado, a inovação cíclica é importante na definição dos rumos a serem tomados, na estruturação e organização da empresa na administração de seus períodos de crise. Quando um negócio não vai bem, é preciso rever a estratégia adotada, identificando as causas do mau funcionamento gerencial, redefinindo as ações em direção à meta almejada, alterando no todo ou parcialmente, de acordo com as mudanças necessárias, que cercam o ambiente da empresa. Para dar um brilho ao tema, seguem exemplos de perguntas que definem os rumos da empresa, diante da situação colocada.  Qual o objetivo principal da sua empresa, em relação a produtos e serviços?  Qual o mercado que sua empresa atua ou pensa atuar?  Em que posição a sua empresa se encontra diante da concorrência?  Quais os pontos fortes e fracos, as ameaças e oportunidades de crescimento da sua empresa?  Quais são os valores da sua empresa? Más de nada vale responder as perguntas acima, se não houver determinação para a promoção de mudanças profundas, é natural que sem um planejamento estratégico e sem medição do grau de realização de sua implementação, continua-se numa cabine pilotando um grande avião, sem possuir sequer um plano de vôo, adequado para pousar com tranqüilidade num aeroporto mais próximo. *Ademir Antonio Saravalli, é professor no Curso de Administração do Centro de Ensino Superior de Primavera, graduado em Administração com Especialização em Gestão Financeira e Contábil, pela Faculdade Estadual de Educação, Ciências e Letras de Paranavaí.
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