Duas dicas revolucionárias de liderança

São elas: inspire colaboradores ao silêncio e nunca se esqueça de trocar o óleo. Entenda melhor neste artigo

1. Inspire colaboradores ao silêncio: A conexão desenfreada com as redes sociais e a urgência em tudo estão atormentando as pessoas.

Passa a ser normal viver em estado de alerta, o que significa não estar havendo descanso real. Esta falta de desligamento causa o que eu chamo de automatização. Aprendemos a viver no modo automático, esquecendo-se de sentir o que vivenciamos.

Neste estilo de vida, nos assemelhamos aos objetos que nos rodeiam e que foram criados para nos oferecer conforto e qualidade de vida. Por exemplo, um carro. Ao nosso comando, ele realiza sua função automaticamente, não há o menor sentimento no fato de estar sendo útil e necessário para quem está fazendo uso dele. Da mesma forma encontram-se os seres humanos.

Alguns agem no automático e não criam valor sentimental no processo. Ao final de determinadas conquistas, não há sabor. Há um olhar de sequência imediata que expressa a busca desenfreada pela próxima tarefa.

Os líderes precisam inspirar o silêncio para que seus liderados reaprendam a conectar-se com a humanidade, que é a essência de cada um.

É preciso deixar de servir ao deus da urgência que está automatizando potenciais humanos em máquinas com finalidade de cumprir tarefas.

Qual o sentido disso?

2. Nunca se esqueça de trocar o óleo: No carro, trocar o óleo é uma tarefa que exige conexão com quem faz uso desse transporte.

Estar ligado a esta necessidade revela reconhecimento e cuidado. Já em relação a nós, que ocupamos o carro, cabe uma pergunta:

- Será que estamos trocando, não o óleo, mas a energia tóxica, por energia límpida e pura, em nós?

Creio que isso não é uma prática adotada com frequência e muitos quando tentam fazê-la inspiram-se numa ilusão.

Sabem qual?

A ilusão da comida em excesso, da bebida em grande quantidade e do dormir compulsivo.

A espera por esse Pit Stop é o deleite dos desesperados por calmaria. Mas infelizmente esta atitude só contamina a força vital, intoxica a energia curadora e destrói as reservas naturais.

É hora de descobrir formas de reabastecimento energético real, não ilusório. Sugiro o autoconhecimento. Esqueçam estratégias que inflam o ego. Quando acaba o gás que tudo inflou, tudo sucumbe em um vazio existencial gigantesco.

Este vácuo se cura com cumplicidade, investimento em energia vital e uma profunda motivação das empresas em apostar na serenidade dos colaboradores ao invés de euforia momentânea, que resulta em depressão posteriormente.

Pensem nisso, afinal quando gritamos exageradamente talvez estejamos gritando por silêncio. O planeta precisa de lucidez e conexão.

A transformação começa com líderes que inspiram a cura ao invés da fuga!

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