Dos veteranos para a geração digital – qual é a evolução de quase 100 anos?

As gerações mudam e o comportamento de cada uma evidencia características, que vale a pena categorizar, para identificar diferenciais e legados. Não existe consenso quanto à categorização, o que não impede de trabalhar com alguns entendimentos básicos - vamos lá, então? Você vai ver a química ideal para a geração futura...

As gerações mudam e o comportamento de cada uma evidencia características, que vale a pena categorizar, para identificar diferenciais e legados.

Não existe consenso quanto à categorização, o que não impede de trabalhar com alguns entendimentos básicos - vamos lá, então?

Veteranos são osnascidos entre 1920 e 1950. É a geração que passou pela Grande Depressão Econômica e enfrentou uma grande guerra; com os países arrasados, precisaram reconstruir o mundo e sobreviver; portanto, se mostram práticos e dedicados; aceitam hierarquias rígidas, trabalham por bastante tempo, na mesma empresa e se sacrificam para alcançar os objetivos corporativos.

Desafio: Arregaçar as mangas e sustentar a vida.

(Baby) Boomers nasceram de 1950 a 1970. É a geração que precisou penar para conseguir um emprego, que lhes proporcionasse bom salário e aposentadoria segura; já não aceitam quietos o esforço sobre-humano para enriquecer o(s) dono(s) da empresa; valorizam mais a experiência e dedicação do que a criatividade e inovação.

Desafio: Conciliar uma revolta contra o establishment, com a dependência dele para ganhar dinheiro.

Geração X – de 1970 a 1980. Sem as bandeiras e o estardalhaço dos Boomers, mostram o mesmo ímpeto de mudança; preferem ganhar menos e aproveitar a vida, investir em moradia e gastar em viagens e entretenimento.

Desafio: Mudar o “mundo” e aumentar o conforto de vida.

Geração Y - de 1980 a 1995. É a geração da “explosão” da internet e da migração do Macintosh para o Windows; se sentem guiados por velocidade: são agitados, imediatistas e impacientes; ávidos para testar seus limites, são mais voltados para resultados instantâneos, do que para a estratégia e os processos.

Não gostam de rotinas, mas, de espaço, para questionar, aprender e pesquisar, sem se aprofundar muito, priorizando a adaptação, ao dinâmico mundo dos negócios – inclusive, internacionais.

Não querem chefias, mas, lideranças coerentes e participativas, onde o líder deve criar oportunidades, para trabalhar em projetos que exigem colaboração e criatividade – até, além fronteira.

Desafio: Explorar recursos digitais, para agilizar a carreira.

Geração Z - de 1995 até hoje.– A grande marca dessa geração é zapear - daí o “Z” – Não é a primeira a crescer sob a influência da internet, mas, a primeira que se destaca pela ligação com o universo digital e móvel.

Ela conhece a vida “mobile”, com o celular nas mãos, conectado à internet, carregando, no bolso, seus contatos e trabalhos; ela usa o touch do polegar opositor, para digitar, velozmente, em telas de smartphones e tablets; usa o YouTube e redes sociais,para estudar, vendo aulas de matemática, em vídeo.

São “indivíduos multitarefas", que, ao mesmo tempo em que estudam, são capazes de ler notícias na internet, checar a página do Facebook, escutar música e, ainda, prestar atenção na conversa ao lado.

Estes “Digitalentos” mudam de um canal para outro na TV, da internet para o telefone, do telefone para o vídeo e retornam, novamente, à internet.

É a geração do Touch (iPhone com tela touch): lidam, simultaneamente, com, até, cinco telas; usam essas ferramentas, até, nas aulas, deixando para o professor a tarefa de ensinar a selecionar as informações e oferecer formas de lidar com distrações e multitarefas.

Como nativos digitais, aprenderam a conviver, naturalmente, com o mundo tecnológico e virtual:

O mundo tecnológico imprimiu o domínio de avanços inimagináveis, há 25 anos, como videogames com gráficos exuberantes e computadores hiper velozes.

O mundo virtual educou , para trabalhar em rede com a WWW, slideshare, MP3 players, smartphone, tablets, iPods, mídias sociais, como Facebook, SMS, Instagram, Twitter, Snapchat e WhatsApp; sua relação com o tempo é online; eles recebem “tudo”, mas não se aprofundam em “nada”; o problema não é buscar informação; o desafio é aprender a selecionar e separar o joio (dados e fator triviais e passageiros) do valor agregado - o trigo (aprendizagem de impacto), para evitar distração da mente e assegurar foco em problemas reais do mundo lá fora e própria carreira (oportunidades/ameaças e pontos fortes/fracos).

No entanto, como as informações aparecem numa progressão geométrica, como um tsunami, e circulam, na velocidade ímpar da internet, o conhecimento tende a ficar cada vez mais superficial; o mercado já observa para que futuros profissionais sejam mais generalistas, criando uma preocupação, por ausência de cientistas e especialistas, em algumas áreas.

Os nativos digitais têm ambições empreendedoras: não gostam de hierarquias, nem de horários poucos flexíveis; querem ser o “dono do próprio nariz” - abrir um negócio próprio, deixar o ambiente animado, explorar a tecnologia digital, levar uma nova ideia ao mercado e interagir os stakeholders – eles são do mundo “faça você mesmo” (hands on).

Eles carregam o empreendedorismo, no DNA: organizar grupos, para atuar politicamente, promover eventos e debates sobre temas importantes, criar uma ONG, fomentar o intercâmbio internacional.

Surge a geração de fundadores, inspirada por uma sociedade, em que o trabalho pode ser feito, a qualquer hora e em qualquer lugar, por meio da internet, redes sociais e aplicativos de sucesso; eles veem o negócio digital, como uma opção para abrir seu negócio – por quê? Um negócio digital traz abrangência e automação.

Abrangência porque você vende, da casa para o “mundo”.

Automação porque o produto digital se vende “n” vezes, 24 hs por dia.

Basta dominar os recursos digitais, como e-learning, blog, e-book, e-commerce, fanpage, google adwords, hangout, hotmart, info produto, internet marketing, survey monkey, screencast, search graph, template, webinar – tudo isso, à par, claro, de conhecimentos sobre como abrir um negócio, em si.

O Investimento é, relativamente, baixo: computador/notebook, internet.

Desafio: Balancear o mundo técnico e o mundo humano; p.ex., mais interação com pessoas, menos interação com telas; escutar, mais, as pessoas, ouvir, menos, fones; raciocinar, mais, e desenvolver conhecimento, apenas coletar, menos, e compartilhar informação; humanizar, mais, o ambiente de negócio e exagerar, menos, na dose de automação.

Conclusão

Como podemos perceber, cada geração tem sua forma de pensar, planejar, decidir, agir e produzir, diante dos respectivos desafios – dois aspectos me parecem ser fundamentais:

Primeiro: que cada uma busque contribuir, para transformar o objetivo do negócio em resultado, cada vez melhor.

Segundo: que deve existir a consciência de que convém respeitar a cada uma dessas gerações e aprender com elas.

Qual seria, então, um mix “ideal” de competências:

  • Arregaçar as mangas, sem considerar status e barreiras, como os veteranos ensinaram.
  • Desenvolver senso crítico, como os Boomers protagonizaram.
  • Balancear o trabalho com conforto de vida, como a Geração X prega.
  • Explorar recursos digitais, para agilizar a carreira, como praticado pela Geração Y.
  • Fomentar o empreendedorismo digital, como sugere a Geração Z.

Que tal experimentar esta química, para sustentar o avanço, seja dentro de uma Organização ou à frente de um Negócio Próprio?

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