Dos campos de várzea à liderança corporativa

Texto fazendo um elo entre as experiências vividas na infância ao cotidiano empresarial

Em outrora em minha infância os esforços de meu pai me levando à escolinha de futebol de salão, no desejo que eu praticasse o esporte que ele sempre gostou e praticava a contra gosto de meu avô.

Em minha juventude, jogava nos campos de várzeas, a conhecida pelada, mais por insistência de meus amigos da época, do que pelo mero prazer, talvez por ser desprovido da habilidade com a bola.

Pois para ser convocado de primeira, haviam dois critérios básicos, primeiro era o dono da bola, o outro critério considerado era ser craque, ou seja, ser bom de bola, e como dito antes esse segundo critério não me cabia, e eu também não era o dono da bola.

Por muito tempo fiquei sem entender o motivo da insistência de me convocarem para as partidas de pelada.

Já na maturidade e há alguns anos, me deparei com a responsabilidade de liderar equipes, ora equipes comerciais, ora equipes operacionais, cada momento com situações e objetivos bem claros para serem alcançados.

Analisando esse perfil profissional, percebi qual era o interesse de meus amigos quando me convocavam para as partidas de futebol nos campos de várzea, pois além de terem a bola e os craques no time, também havia a necessidade de alguém para liderar o time.

Guardando as devidas proporções e objetivos, a existência da liderança é fundamental, uma vez que em ambas situações, existe a tríade: Contexto (Objetivo Comum), a equipe e o líder.

Diante o contexto nas várzeas, o objetivo era simples e claro a vitória, com o objetivo comum e as equipes definidas, restava o terceiro item da lista para seguir rumo ao propósito do jogo, o líder, a mim era incumbida essa responsabilidade.

Na simplicidade das partidas, os gritos de “Vamos lá”, “Toca a bola”, “Chuta”, dentre outros, além da vibração em cada acerto, eram muitas vezes o suficiente obter o êxito.

Entretanto nas organizações empresariais onde as exigências são colossais e se convertem em cifras, os líderes devem apresentar um repertório de ações muito maior que os exigidos nas partidas jogadas nas várzeas.

Diante de diversos desafios, o líder no ambiente empresarial, deve ter uma visão holística é crucial, pois são diversos os setores e suas respectivas atribuições que convergem para o cumprimento de um mesmo objetivo, de obter lucratividade e manutenção da organização no mercado.

Outra vertente, de importância similar é possuir a capacidade de perceber os anseios dos integrantes de sua equipe, e converter através de ações essa percepção em fator motivacional, atuando em cada indivíduo e também no coletivo.

Por conhecer naturalmente o perfil da empresa e o produto/serviço ofertado por ela, o líder deve unir essas capacidades de visão holística e empatia ao conhecimentos de marketing, e desenvolver um motivo para que a equipe, passem a desejar fazer parte da instituição por acreditarem na visão da mesma, além de seguirem a sua liderança.

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