Direção contraditória, o elo fraco da corrente

Como conseguir resultados em uma organização cuja alta direção age por impulso e não tem o mínimo de preparação como gestora

Uma organização que queira sobreviver e se manter no mercado deve ter um Plano Diretor, saber analisar resultados,conhecer as limitações e potencial de seus colaboradores, entender o mercado, saber o que ocorre no país e no mundo, bem como prever seu impacto na organização.

Deve saber gerir seu negócio. Deve conhecer o Ciclo PDCA e fazer dele uma de suas ferramentas de gestão. Deve conhecer ferramentas como brainstorming, 5Ss, Ishikawa,fluxograma,pareto,folhas de verificação,histograma,cartas de controle,entre tantas outras. Ferramentas comumente usadas em organizações que possuem controle de seus processos. É necessário encontrar colaboradores adequados para todas as áreas, treinar quando necessário e exigir resultados dentro de projeções realistas e mensuráveis. Saber analisar resultados e identificar oportunidades e melhorias dentro desse processo se torna mais fácil.

Mas o que fazer quando a Alta Direção não tem o preparo necessário para tomada de decisão, quando se decide por influências ou humor, quando a cor dos olhos é mais importante do que a lógica ou resultados, como os gestores devem fazer para que tais decisões não prejudiquem o resultado. Por mais absurdo que seja essa ainda é uma realidade em nossas organizações, muitas contratações e análises são feitas sem parâmetros ou estudos, muito de fala e pouco se produz, e quando a direção não percebe ou aceita a necessidade de profissionalização dela mesma a coisa se complica mais ainda.

Como cobrar de um empreendedor que consiga entender resultados,gráficos ou projeções se o mesmo nem ao menos sabe sua importancia, ou não sabe o que ocorre no mercado, seu funcionamento,sua lógica ou tendências.

O primeiro passo para amenizar os impactos do despreparo é mostrar ao empreendedor a importância de um sistema de gestão, os resultados positivos que as ferramentas podem trazer, e deixar claro que é preciso uma base educacional para entender tal processo, e com isso tomar a decisão mais adequada para o "lucro" da organização. Lucro, eis a palavra que pode mudar conceitos, a principal motivação um empreendedor é o lucro, ter um negócio apenas por hoby é utopia, é preciso ter retorno do capital investido, é preciso que haja crescimento e isso está diretamente atrelado a resultados positivos e por consequencia "lucro".

Se iso for assimilado já é um bom começo para que haja interesse em capacitação, com a capacitação o empreendedor começa a entender o funcionamento da organização e suas decisões passam a ser baseadas em análises reais. Tal proceso requer maturação, e quando as medidas são tomadas em tempo hábil a organização tende a voltar à normalidade. Caso contrário se espera que o empreendedor consiga ao menos saber o momento de apagar as luzes e fechar as portas.

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