Café com ADM
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DESINFORMADOS

Por: Rui Araújo de Azevedo Economista e Professor/Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente Nós particularmente, temos sobrados motivos para tecer alguns comentários sobre o descaso que grande parte de nossos universitários dispensa à leitura de livros de todos os gêneros e até a jornais e revistas mais comumente aceitos como veículo de informação. A cada período letivo, indagamos aos nossos alunos, qual o último livro que leram. São raríssimas as respostas com alguma indicação. Não raro, sugerimos a leitura de livros que enfocam novos conceitos, novas técnicas sobre as múltiplas opções de que dispõem para o aprimoramento profissional, enquanto estudantes. Ao final do período, constatamos que tudo continua como antes. Apáticos às informações culturais, políticas, econômicas, religiosas e técnicas, eles (a maioria) parecem buscar apenas os conhecimentos mínimos necessários que lhes garantam a outorga de um título de bacharel nisso ou naquilo. Se por um lado, a turma anda meio desligada no que se refere à acumulação de conhecimentos, por outro, ainda mais grave, é a constatação de que lemos mal, ou seja, deciframos o texto, mas empacamos no raciocínio seqüencial lógico. A raiz do mal está na falta de incentivo à leitura desde os primeiros anos de escola. O desenvolvimento de um raciocínio crítico se dá a partir de um processo cognitivo onde o objeto é identificado e descrito pela criança através de um exercício escolar simples chamado dissertação. Com a ajuda do professor(a), a criança descobre o detalhe ao qual deixou de se referir e aguça a curiosidade. A interpretação de textos também participa do processo de indução à leitura. Ambas atividades atuam na formação do educando tal qual o cálcio da formação óssea do indivíduo. A repetição desses exercícios desencadeia uma série de ações positivas no aprendizado, inclusive o gosto pela leitura. Mas isso é assunto do qual não somos especialistas, por isso mesmo, nos restringimos ao pouco que imaginamos ser mínimo, quase desprezível em função do que julgamos grave. O que nos compete e isto estamos fazendo, é tentar reverter essa letargia cultural de que padecem a maioria de nossos estudantes, sugerindo e indicando livros que de alguma forma possam contribuir para o desenvolvimento técnico e cultural dos mesmos. Calcados na assertiva de que estamos aquém do que precisamos ser, arvoramo-nos supor que alguns desastres político-administrativos em todos os níveis aconteceram e marcaram nossa história em função de nossa crença pueril em slogans e símbolos que, como estigmas, nos impuseram planos econômicos nefastos, derrotas sociais e supressão de nossos direitos. Sem sabermos como reagir, pusemo-nos a esperar por um milagre de uma vassoura, da reconstrução de uma redentora, da ação de um caçador de marajá, da execução de planos estratégicos por mãos que, fechadas ou abertas, acenavam com um futuro promissor e que, infelizmente não tem acontecido. Estudantes ou não, precisamos todos, ler e nos informar a fim de que: 1) Não continuemos alheios ao que nos tramam; 2) Possamos contribuir com críticas e sugestões construtivas para o desenvolvimento de nosso país; 3) Algo novo aconteça e possa provocar uma alegria coletiva, tão minguada nos últimos tempos.
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