Decisão judicial contrária à ABNT é redigida em Comic Sans

A vingança do mundo acadêmico (exceto designers) às restrições da ABNT para redação de artigos vem em decisão judicial escrita de forma que arrepia qualquer professor universitário.

O desembargador Maurício Tako, com seu semblante oriental, parece ter sido um bom aluno nos tempos de escola, daquele tipo que não se incomodava em ter que fazer artigos dentro das normas da ABNT. Mas na posição de juiz federal, não tem professor de faculdade que ouse questionar o formato de textos dele.

Ocorre que, desde 2006 a ABNT tenta processar a empresa Target por revender suas normas sem permissão. A entidade tentou enquadrar suas publicações na lei de direito autoral, mas com dificuldade, já que as normas não são escritas pela própria ABNT, e sim por comitês formados por centenas de voluntários.

Por ironia do destino, a ABNT, que tanto nos tira o sono em tempos de faculdade, teve que aceitar a perda do caso através de documento redigido com Comic Sans, uma fonte infantil originalmente criada para os balõezinhos animados do Microsoft BOB, em 1994.

Veja a decisão do juiz federal, em Comic Sans.

Mas o juiz Maurício Tako não está sozinho. A fonte mais divertida do Windows 95 é usada para casos muito mais sérios, como o troféu da Supercopa da Espanha, a placa da embaixada da Austrália e até os slides que apresentaram as últimas descobertas do Boson de Higgs em 2012, que serviram de base para o Nobel de Física do ano seguinte (tem coisa mais séria que isso?).

ExibirMinimizar
aci institute 15 anos compartilhando conhecimento