Da série "Administrar é preciso": reformar não é arranjar

Reformar não é arranjar, e sim tornar uma estrutura mais enxuta, eficiente, eficaz e efetiva.

Muito se fala em tirar o Brasil da crise econômico-social na qual ele se encontra, porém são poucas as proposições que têm sido feitas e implementadas para reverter esse quadro.

Um conjunto de soluções que pode reconduzir o país ao desenvolvimento econômico-social atende pela sigla PATTP, iniciais das seguintes reformas estruturais do Estado brasileiro: reformas da previdência, administrativa, trabalhista, tributária e política.

Aqui, será enfatizada a reforma que servirá de base para implementar as demais com maior objetividade, clareza e precisão: a reforma administrativa.

Reformar a Administração vai muito além de um simples arranjo de siglas políticas, pessoas e grupos de interesses. A isso não se denomina reforma, e sim patrimonialismo.

A verdadeira reforma administrativa passa por tornar a máquina pública capaz de fazer cada vez mais pela sociedade com cada vez menos recursos do contribuinte, cumprir objetivos e metas estabelecidos e gerar uma transformação econômico-social que torne o país mais competitivo internacionalmente e provedor de bem-estar aos seus cidadãos.

Para tanto, é preciso acabar com fisiologismos e corporativismos que põem em risco o interesse público, racionalizar as cadeias de valor da Administração, horizontalizar estruturas excessivamente verticalizadas, cortar cargos comissionados e cabides de emprego e dotar servidores públicos de carreira de maior empoderamento e autonomia para conduzirem o seu trabalho.

Ademais, é preciso aumentar o poder de fiscalização do Poder Público pelo cidadão, este que custeia a máquina pública com o seu trabalho, pela ampliação das ações de transparência governamental e pela construção de uma consciência coletiva. Afinal de contas, quando falamos de Administração Pública, o olho do dono (o contribuinte) faz toda a diferença para desenvolver o gado.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

HC & LS

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