Da série "Administrar é preciso": para mudar, é preciso mudarmos

Como bem disse Gandhi: "seja a mudança que você quer ver no mundo".

Certa vez, Albert Einstein definiu insanidade da seguinte forma: "insanidade é fazer a mesma coisa e esperar resultados diferentes".

E o que isso tem a ver com a Administração?

Considerando o papel que a Administração exerce sobre as nossas vidas, as organizações em que trabalhamos e na sociedade em geral, saber administrar também envolve aceitar e saber lidar com a mudança.

Um caso concreto dessa constatação é o dos movimentos que ocorreram ontem nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte: a exemplo do que ocorreu em junho de 2013, quando milhares de pessoas saíram inicialmente às ruas do Brasil para pleitearem o cancelamento de uma série de reajustes nas tarifas dos transportes públicos, as três cidades receberam manifestações de mesma natureza. Contudo, três fatores diferenciaram as manifestações de ontem do movimento que eclodiu nas ruas em 2013:

1. A quantidade de manifestantes que saíram às ruas, muito aquém das primeiras manifestações de 2013.

2. A falta de abrangência da pauta de reivindicações das manifestações de ontem, ficando restrita ao reajuste de tarifas de transportes públicos, apesar da grave crise econômico-social e dos casos de corrupção de agentes políticos que põem em xeque a credibilidade e o respeito do país perante o resto do mundo.

3. A presença de praticantes de atos de vandalismo e de perturbação da ordem pública já na primeira dessa série de protestos prevista contra o reajuste das tarifas dos transportes.

Além disso, e retomando a temática da mudança e o que Einstein disse, não adianta ficarmos indignados com R$ 0,30 ou R$ 0,40 de reajuste na tarifa do transporte se, no momento em que temos a oportunidade de fazer a diferença e a mudança pelo voto consciente, elegemos as mesmas pessoas.

Exemplo do exposto acima é visto aqui no estado do Rio de Janeiro: tanto se criticou os governos Dilma e Sérgio Cabral durante os protestos de 2013 e, nas eleições de 2014, a gritaria deu lugar ao silêncio, à reeleição de Dilma e à eleição do candidato de Sérgio Cabral (Pezão).

Dessa forma, se quisermos mudar o mundo, comecemos por nós mesmos. Centavos na tarifa de ônibus é muito pouco, se comparado aos bilhões que foram desviados dos cofres públicos, de empresas estatais e de fundos de pensão (fonte: Operação Lava Jato), dinheiro suficiente para melhorar a vida da população em geral com saúde, educação e, é claro, transporte público de qualidade e a preço justo.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

:.

ExibirMinimizar
aci institute 15 anos compartilhando conhecimento