Dá para ser feliz no trabalho?
Dá para ser feliz no trabalho?

Dá para ser feliz no trabalho?

Se a referência fosse o conceito popular, talvez realmente fosse uma conquista impossível

Esta é mais que uma simples pergunta. É uma decisão a ser tomada diariamente.

Ao apresentar a oportunidade de vivenciar felicidade no trabalho, surge logo um sorriso de “Monalisa” no rosto dos profissionais, aquela expressão enigmática e desafiadora que joga um novo questionamento no ar: você acha mesmo que isso é possível?

Tal dúvida é justificável pelos séculos de valorização de um paradoxo cultura em que felicidade está no destino de alguns, enquanto o trabalho fica com a responsabilidade de punir a todos os demais mortais que não foram privilegiados pela sorte de possuir riquezas materiais infinitas. Com a propagação desta cultura já enraizada no raciocínio humano e ensinada desde a infância, é entendível a descrença e, totalmente aceitável este questionamento carregado de incredulidade.

Se a referência fosse o conceito popular em que oferece uma felicidade subjetiva a ser definida aleatoriamente por cada um, extremamente baseada em riquezas materiais e determinantemente presente em um futuro distante, quando não haverá mais sentimentos ruins, somente prazeres, seria certamente impossível conquistar este nível de satisfação profundo e constante tanto na vida quanto no trabalho.

Mas, como a referência trate-se de uma visão mais realista de felicidade, transportando-a para o presente, e tirando a responsabilidade do acaso para nomear cada ser humano como o construtor de uma realidade harmônica, significativa e valiosa, a resposta começa se formatar visivelmente mais favorável. Além disso, o acesso a um conjunto de práticas, ferramentas e comportamentos pesquisados e comprovados por cientistas respeitados mundialmente, a resposta torna-se evidentemente aplicável, dando a segurança para responder sem qualquer incerteza que: sim é possível ser feliz no trabalho.

Uma das bases para acreditar na aplicabilidade desta coerente perspectiva de felicidade no ambiente organizacional, vem da pesquisa realizada por Lyubomersky (2008) em que define os fatores determinantes da felicidade de uma pessoa. Segundo a pesquisadora, a herança genética é responsável em 50% dos níveis de felicidade, 10% estão relacionados as circunstancias da vida, e os 40% restante, depende das decisões pessoais e posicionamento frente a vida definidos diariamente.

Provavelmente, com esta afirmação, muitos se apegarão a dramática realidade de serem condicionados pela genética e as tristes circunstancias da vida, mas, diante da interferência das ações intencionais em significativos 40%, por que não investir em comportamentos que transformem a realidade em uma grande e intensa experiência de felicidade?

O próprio condicionamento cerebral de se apegar ao lado negativo mesmo diante de possibilidades positivas é um comportamento a ser trabalhado e uma das propostas apresentadas pela ciência da felicidade após muitos testes. O quanto à vida não seria mais agradável se, o foco se mantivesse nas oportunidades e as dificuldades se tornassem fontes de aprendizagem? E qual seria o local de solo mais fértil para aplicar este e tantos outros conceitos se não o trabalho?

A simplicidade da resposta inicial se remodela em uma rede de práticas que podem ser condensadas e direcionadas ao ambiente de negócios, transfigurando-se em uma nova competência profissional: ser feliz. Ser feliz no trabalho, como competência profissional do futuro está na capacidade de entrar em harmonia consigo mesmo para então conduzir melhor as relações interpessoais e compreender as peculiaridades do ambiente onde está inserido. Com a habilidade de harmonia desenvolvida, o profissional é capaz de facilmente identificar e aplicar seus talentos em atividades significativas em que possa se envolver tão profundamente que, além do sentimento de autorealização seja capaz de causar grande impacto em todos os envolvidos através da grandiosidade do resultado alcançado com suas ações.

Neste ponto, chegamos a uma nova visão de felicidade no trabalho. Ela não só é possível como tende a se tornar uma competência altamente valorizada, tanto por profissionais, que valorizam seu bem estar e equilíbrio, pois, sabem que o sucesso é consequência da felicidade, quanto para empresas inovadoras que já perceberam que a relação de parceria é muito mais valiosa, já que, são parceiros felizes que transformam a realidade de um negócio.

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