Curiosidades sobre transição de carreira: uma história real

Qual o momento ideal para realizar a transição de carreira? Como se planejar e agir adequadamente?

Minha vida profissional tem duas fases bem distintas e com certas curiosidades. Antes de comentar sobre elas preciso contextualizar um pouco: sou graduado em psicologia e pós-graduado em recursos humanos e psicodrama. Sempre sonhei em trabalhar com pessoas e por isso busquei esta formação acadêmica e, consequentemente, profissional.

Assim, na minha "primeira fase profissional" trabalhei em regime CLT representando empresas de médio e grande porte na área de RH, como Danone, Petybon, Eletropaulo, Tyco Electronics e Tec Toy Brinquedos, desenvolvendo uma carreira bastante consistente até chegar a nível gerencial.

Era continuamente assediado - no bom sentido - por pessoas e empresas (agências de emprego, consultorias em geral, palestrantes, agências de comunicação, empresas de treinamento, etc.) para apresentarem seus serviços, produtos, soluções e tudo mais. Até aí tudo normal. Certamente atendia a maioria delas, mas dentro do que era viável, pois sempre respeitei a pluralidade e conhecer novos fornecedores era crucial para a melhoria dos serviços e processos já haviam... isso tudo durou aproximadamente uns doze anos.

No final da década de 1990 comecei a estruturar minha transição de carreira e, em 1996, criei a Persona Consultoria e Eventos. O objetivo era começar devagar ainda dividindo minhas atividades como funcionário da empresa em que trabalhava e nos finais de semana realizar alguns cursos livres. Por isso, só fui realmente me dedicar exclusivamente à minha empresa a partir de 2001. Esta é o que considero minha "segunda fase profissional".

Então, tudo mudou! Diversas pessoas que recebi quando era "contratante" viraram as costas ou simplesmente sumiram. Agora eu estava do outro lado da mesa e pelo o que percebi já era não mais interessante... foi difícil, pois sempre acreditei no networking, nos relacionamentos, nas amizades...

Claro que nem todos tiveram esta postura, mas posso garantir que foi muito mais do que imaginava. Enfim, foi um processo doloroso, mas necessário para perceber que eu precisaria fazer diferente do que fizeram comigo.

Felizmente minha carreira como profissional independente também teve uma trajetória de sucesso, apesar de alguns percalços no meio do caminho. Hoje, valorizo ainda mais o networking, os relacionamentos, as amizades, mas observo melhor com quem me relaciono. Continuo investindo tempo e energia nas relações humanas e isso garantiu até hoje muitos novos trabalhos e indicações. A lição que tenho extraído de tudo isso é que precisamos fortalecer continuamente nossa autoestima e valorizar as pessoas com quem trabalhamos no dia a dia.

Nesta época de grande instabilidade econômica, política e de empregos é fundamental ampliar sua conectividade. Ajude para ser ajudado. Mostre-se disponível e dê real atenção às pessoas e, em algum momento, elas irão retribuir. Porém, sempre existirão aqueles que só querem tirar proveito - vivi muito isso - mas entenda como mais uma experiência para seu crescimento pessoal.

Para concluir, compartilho três reflexões importantes que aprendi na minha carreira até agora e que também podem servir para você:

* aprenda a se desprender de tudo que faz com que você se acomode - pessoas, lugares, objetos, ideias, pensamentos, crenças...
* seja curioso(a) e amplie sua criatividade, mas tome cuidado com quem compartilha suas ideias...
* trate todas as pessoas com respeito e cordialidade, independente de quem sejam, pois elas sempre se lembrarão disso e sabemos que o mundo dá voltas e podemos encontrá-las novamente em outra situação mais ou menos favorável para quaisquer das partes...

ExibirMinimizar
aci baixe o app