Cuidado com a sujeição profissional
Cuidado com a sujeição profissional

Cuidado com a sujeição profissional

O estresse no trabalho pode ocorrer quando os colaboradores se sentem pressionados, são submetidos a uma carga de trabalho intensa, mal recompensados ou estão desconfortáveis com seus colegas

A sujeição ao trabalho que não te dá nenhum prazer mas, que você considera necessário em nome do “dinheiro que paga minhas contas no final do mês” pode ser mais perigoso do que imagina. Um dos maiores problemas enfrentados pelos profissionais em nossos turbulentos dias atuais é vivenciar a experiência de participar de uma jornada de trabalho que não te traz nada além do salário de cada mês. Sintomas se avolumam e se pudesse, largaria aquele emprego, mandaria todo mundo para o inferno e iria para qualquer canto do universo que não tivesse nenhuma ligação com aquele lugar.Se você se sente assim, é sinal de que seu corpo está lá, mas sua alma já abandonou aquela corporação faz tempo. Este e um dilema, porém, é necessário identificar e solucionar esta questão para não ter que viver arrependido e desanimado pelos cantos.

O que fazer?Como dar uma guinada e se dar bem? Como sair desta situação conflitante e estressante? Como abandonar o certo pelo duvidoso?

Esta e outras questões que assolam sua mente podem e precisam ser solucionadas.

Primeiro, respeitando os obstáculos. Aceitar que a vida nos dá sinais, alguns deles bem explícitos, é primordial se você deseja mudar de rumo ou de emprego. É a partir dessas mensagens que devemos parar para respirar fundo, amargar algumas derrotas, se reinventar, planejar e mudar e ir em frente.

Ser advertido por amigos, colegas, parentes ou até pelo universo que algo está indo mal – ou bem mal – pode ocorrer mesmo se o cenário é de aparente calmaria ou estabilidade no trabalho. Fazer o que se gosta é um raro privilégio e todos estamos cansados de ouvir esse clichê. Também sabemos o quanto é difícil achar a nossa real vocação em uma só vida para viver – e que, quando a encontramos, pode já ser tarde para começar do zero ou quase isso.Identificar o que não se gosta de fazer ou aquilo para que não se leva o menor jeito é um dos caminhos para não alcançar o fundo do poço mais rápido.

A lista de indicadores, porém, é mais extensa. Pesquisando a fundo o assunto, identifiquei quatro cenários que demonstram claramente que a sua rotina de trabalho está cada vez mais distante daquilo que realmente lhe traz felicidade e está estressado e infeliz com o que faz.

1. Você só enxerga o lado ruim das coisas

Reclamar é humano, mas você tem sido mais humano do que os outros. Falar mal da empresa ou dos colegas ocasionalmente é até comum, diria que desejável para desopilar o fígado, em certos momentos. Meu ponto é: além de reclamar, o que você faz para mudar essa situação? O lado ruim da vida mata a motivação e, sem motivação, nossa vida morre a cada dia. Reflita e veja se isto não está realmente te matando aos poucos.

2. Você é o rei do “empurrar com barriga”

Se os seus projetos importantes ou urgentes estão indo para o fim da fila por preguiça ou incômodo de remexer certos assuntos, cuidado: aí mora um perigo. Procrastinar – palavra estranha aos ouvidos que quer dizer “deixar para outro dia ou para um tempo futuro, por motivos repreensíveis ou adiar” – significa algo. E esse algo não é nada bom.Se mexa e aprenda rapidamente a gerenciar seu tempo iniciado pela tomada de decisões baseada em prioridades.

3. Você é reativo ao extremo

Quando os resultados não aparecem, o caminho mais fácil é recorrer a desculpas ou, pior, culpar alguém. Professar ou imaginar que o colega ao lado é o único grande responsável pelo seu fracasso encobre uma realidade difícil de aceitar: que o problema está com você, ou pior, o problema é você. Reconheça e cresça.

4. Você é o estresse em forma de gente

Irritar-se é normal. Reclamar é normal. Estressar-se é normal. Viver em constante estado de nervos, não! O estresse constante aponta que há algo de errado com você. Sim, com você mesmo, pois o problema reside muito mais em como recebemos uma informação do que a realidade exatamente como ela é. Estresse em excesso estraga relações, carreiras, traz doenças físicas e mentais. E, no limite, mata. Isto já é comprovado por inúmeras pesquisas. Portanto, cuidado!

Admitir que estamos fazendo o que não gostaríamos é um assunto sensível, que reflete praticamente todas as nossas ações. É delicado, incômodo e custoso. Refletir e tomar decisões que vão levá-lo a outro patamar, e uma nova realidade pode ser assustador no início, porém, pode ser a única salvação para você dar a famosa “virada” e ser alguém melhor, e fazendo o que gosta.

É necessário mudar, quando a mudança nos chama.Mudar é se mexer e qualquer esforço nessa hora ajuda.Monte um planejamento. Crie um mapa com ideias e expectativas que vão se tornar em um segundo momento, seus projetos de vida.Ideias anotadas, é momento de identificar por que, e em que gostaria de mudar. E na sequência, fazer o mais difícil para quem não entende o processo de mudança: modificar a vida, e ir em frente em busca de novos desafios.

“A mudança não assegura necessariamente progresso, mas o progresso implacavelmente requer mudança.” (Henry S. Commager)

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