Crônicas corporativas: as redes sociais nas empresas e na sociedade

Na cronologia da história humana, vive-se mais um momento de revolução da informação. Situações onde o smartphone do Gerente Comercial da empresa é acionado e a tela do aplicativo exibe uma mensagem da aceitação de um orçamento de venda aprovado pelo Comprador Técnico de um grande cliente, acaba se tornando cada vez mais frequente

Aconteceu que de repente acionou o smartphone do Gerente Comercial da empresa. A tela do “Aplicativo O que é” exibiu uma mensagem da aceitação de um orçamento de venda aprovado pelo Comprador Técnico de um grande cliente. Ouve-se exclamação do Gerente Comercial: “Um negócio de milhões de reais aprovado simplesmente por uma telinha”!

Quem que num momento máximo de concentração nunca foi incomodado pela aquela “musiquinha: aplicativo o que é” ou aquele “passarinho assoviando” que dá vontade de amarrar o bico?

Na cronologia da história humana, vive-se mais um momento de revolução da informação. Nas décadas ou séculos que virão, a sociedade atual será analisada pelas pessoas do futuro, tal como está sendo analisada atualmente pelas pessoas futuristas. O escritor e filólogo italiano Umberto Eco afirmou que as redes sociais dão o direito à palavra a uma “legião de imbecis”. “Imbecis eram imediatamente calados, mas agora eles têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel”. Antes falavam “em um bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade”. Palavras fortes, se não refletissem a realidade.

O auge do “glamour” é sentar-se à mesa para a reunião corporativa-empresarial mais importante do dia, colocar o aparelho sobre a mesma, onde tudo mais parece uma vitrine virtual de telinhas e de pessoas. O preletor da reunião tenta credibilizar a sua fala enquanto dedos que até então inertes, não perdem uma virada de tela sequer.

Em uma recente pesquisa independente sob responsabilidade da Profª. Valdessara Constâncio, foram mensurados os interesses dos internautas das redes sociais em amenidades ou em assuntos de relevância sócio econômica. A mensuração se deu através da quantidade de “jóinhas” que cada tópico recebia. Como era esperado, o resultado foi assustador. Tópicos com conteúdos com menor valor agregado se sobrepuseram sobre os tópicos com conteúdo que agregasse um maior valor. Estatisticamente, a afirmação de Umberto Eco estaria sendo comprovada?

Como parte da evolução dos povos, o mundo mais uma vez recebe uma lição vinda do oriente. Em uma recente reportagem publicada no G1, onde “Modelos de celulares mais simples ainda atraem consumidores no Japão. Facilidade de uso, bateria mais duradoura e conta mais barata são atrativos. Quase 30% dos aparelhos vendidos no país não são smartphone”. Segundo o jovem Kobayashi Masayuki, “o smartphone serve apenas de computador”.

Mas, e agora?

O problema não está nas redes sociais ou na tecnologia. A solução é que está no uso com responsabilidade de tudo aquilo que é disponibilizado para a sociedade. Pois um dia desses escrevi: “Fazer o que tudo mundo faz é fácil, quero ver fazer diferente e construir um mundo melhor para deixá-lo para o futuro.” (http://pensador.uol.com.br/frase/MTc5MDA5Nw/)

Que no crivo das pessoas futuristas ou das pessoas do futuro, o fantoche não seja você!

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