Crônica de um desastre anunciado para um radicalismo ultrapassado

Num país pacífico, livre e democrático como o Brasil, é inaceitável que um cidadão conclame seus pares a saírem às ruas com armas nas mãos para defenderem um projeto de poder que só atende aos que se locupletam desse projeto.

Como qualquer cidadão de bem que estuda, trabalha e que não vive à custa de patrocínio de partidos políticos, este que lhes escreve nunca imaginou que, em pleno século XXI, um Chefe de Estado e de Governo de uma nação democrática e autorregulada por suas leis receberia em sua residência oficial grupos de pessoas que incitam a luta armada entre semelhantes. Infelizmente, foi o que milhões de brasileiros presenciamos, agora há pouco, nos principais telejornais nacionais, ao vermos um líder da CUT fazer tal exortação.

Não se sabe quem são esses que se autointitulam representantes dos movimentos sociais no campo, nas cidades e nas universidades, tampouco sabemos quais são suas pretensões pessoais. Porém, o que sabemos é que, num país pacífico, livre e democrático como o Brasil, é inaceitável que um cidadão conclame seus pares a saírem às ruas com armas nas mãos para defenderem um projeto de poder que só atende aos que se locupletam desse projeto, pois é isso que representa, atualmente, a permanência do PT e seus aliados no poder: um Governo que só agrada a cerca de 8% da população e desagrada a outros 92%.

Dessa forma, está na hora de dar um basta a essa afronta que grupos ligados ao PT vêm fazendo, ao ameaçar e intimidar cidadãos que desejam um país melhor e que estão no exercício de seu direito fundamental de sair às ruas no próximo dia 16 para lutar contra a corrupção e os corruptos que insistem em tomar de assalto o nosso país.

Chega de PT e seus aliados. Chega de PSDB e seu discurso polido que não se refletiu na prática entre os anos 1995 e 2002. O momento é de a população exercer o poder que a nossa Constituição de 1988 nos conferiu, sair às ruas e pleitear um país melhor de todos para todos, e não para financiar os “exércitos” da UNE, da CUT e do MST.

Sobre o discurso feito pelo líder da CUT, agora há pouco, na presença da Presidenta Dilma, resta um questionamento: se um agente público tem o poder-dever de agir, manifestando-se contrariamente a quaisquer empreendimentos de cunho duvidoso, por que não foi feita censura ou, até mesmo, dada voz de prisão a esse Senhor que incitou seus pares a pegarem armas para defenderem uma pessoa em detrimento de toda uma nação? Não seria isso paramilitarismo, prática vedada por nossa Constituição Federal de 1988 em seu art. 5°, inciso XVII, e tipificada em nosso Código Penal em seu art. 288-A?

À luz do exposto, como pessoa, Administrador e cidadão, só resta lamentar a polarização e o extremismo que vêm sendo fomentados por agentes políticos que estão à frente do país. Uma nação não se governa com armas. Uma nação governa-se com ideias e ações que tornem as pessoas cada vez melhores. Se a violência e o revanchismo são as únicas soluções adotadas por alguns para a perpetuação de projetos de poder de poucos em detrimento de muitos, é porque o nosso Estado democrático de Direito está ameaçado pelo fantasma de uma Ditadura que se aproxima, tal como ocorreu na Venezuela nos últimos anos.

Portanto, no peito e na raça e de forma pacífica, vamos às ruas no próximo dia 16 de agosto darmos uma resposta a esses “movimentos sociais” e mostrar que a regra que foi aplicada ao Collor em 1992 também vale para quaisquer outros políticos que não tenham mais a legitimidade popular.

Um forte abraço a todos, um repúdio àqueles que pregam o radicalismo, e fiquem com Deus!

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