Crítica aos críticos do empreendedor solitário

Nós, empreendedores, escolhemos a intensidade à passividade daqueles que apenas sabem criticar e não passam de espectadores da história de quem faz acontecer

A vida inteira fui criticado. As vezes por estudar demais, mesmo sem saber se isso daria futuro e mesmo ouvindo sempre que o mercado estava em crise, que eu jamais seria reconhecido, que isso ou aquilo não dá dinheiro. Sempre me perguntam "por que italiano e não francês?", "por que espanhol e não inglês?". Dizer que faço as coisas porque quero às vezes não basta e soa arrogante.

Já fui criticado porque saí, bebi ou extrapolei demais ou de menos, que me expus ou me escondi por um tempo. Me criticam por fazer coisas demais e dia ou outro por deixar de fazer alguma coisa. Me julgam por dar atenção demais às pessoas e as vezes por não responder a uma ou outra mensagem ou cancelar um encontro. Já me julgaram por viajar demais e viver a vida que eu quero. Onde já se viu alguém trabalhar "tão pouco" e viver viajando?

Me criticam por me envolver demais com as pessoas, ser amigo demais, me doar demais e às vezes até esquecer-me de mim mesmo. Às vezes sou altruísta e outras egocêntrico, egoísta.

Também já me chamaram de esquerdista e outros de direitista burguês, elitista. Ainda não ousaram dizer que sou anarquista. Afinal, o quê serei eu? Uma incógnita, inconstante, errante, mas atuante.

Já me chamaram de louco por investir tanto tempo e dinheiro em ideias, projetos e pessoas. E às vezes perder tudo. Pra mim, ganhei tudo, e o tempo e dinheiro foram apenas instrumentos do aprendizado, como devem ser.

Se inovo demais em minhas aulas ou proponho projetos, melhorias, se avalio com severidade, é porque estou querendo "me aparecer". Se sou fiel, leal a uma pessoa, estou escondendo algo, mentindo. Se sonho, não tenho os pés no chão, se sou "pé no chão", me chamam de cético, racional, insensível. Se reflito sobre a vida, estou sendo irrresponsavelmente filósofo e deixando escapar as oportunidades. Se aproveito as oportunidades, sou oportunista.

Pra sua decepção, caro crítico, não abrirei mão de ser um sonhador, idealista e passional. Até hoje, quem escolheu estar ao meu lado, mesmo que por alguns momentos, o fez por tais características. Escolho a intensidade à passividade daqueles que apenas sabem criticar e não passam de espectadores da história de quem faz acontecer.

Escolho viver, ceder, sofrer, seguir arriscando-me, desagradando a dezenas de pessoas, mas podendo olhar pra trás e ver feitos, conquistas, vitórias e milhares de motivos para orgulhar-me a mim e a quem acredita que tudo o que fiz, faço e farei é pelo bem de todos, por amor, pela felicidade minha e de quem escolhe caminhar ao meu lado.

Sonho com o dia em que as pessoas tirarão do olhar e da mente toda essa maldade e essa necessidade de "por quês". Que vejam através de mim. Sou um livro aberto, livre de conspirações, pressupostos e rancores. Almejo uma vida de paz e sei que, para isso, deverei seguir enfrentando a guerra de egos que me rodeiam. Escolho seguir sendo soldado e participando, com humildade, das batalhas diárias pelo meu ideal.

Sou empreendedor. Sou professor. Sou amante. Sou viajante. Sou seu amigo, seu parceiro, seu apoio, seu carinho. Sou o que for preciso ser à quem à mim estender a mão, sem preconceitos, sem julgamentos, sem dúvidas, sem medo, sem receios...

Apenas porque quer e apenas porque eu quis.

(Sigam perserverantes, empreendedores. Sigam humanos. Vale a pena Empreender!)

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