Crise? Que crise?

O artigo aborda os aspectos no qual o empreendedor brasileiro não deve se desmotivar diante da crise econômica que estamos presenciando, e sim aproveitar as oportunidades que a crise fornece aos empreendedores brasileiros

Estamos vivendo em um país cada vez mais burocrático, onde infelizmente, reina a crise política, corrupção e má gestão da economia. A cada semana ouvimos no noticiário, que a taxa de inflação aumentou, que o COPOM aumentou a taxa básica de juros da economia (Selic), e que estamos vivendo um dos piores anos para a economia brasileira, com retração da indústria, maior taxa de desemprego desde o ano de 2010, e deflação da economia com o PIB negativo.

Além da crise interna que estamos presenciando, há ainda a crise na Grécia, corte nos gastos públicos do Reino Unido, e mais recentemente a Rússia anunciou corte de US$ 500 milhões com gastos para a Copa do Mundo de 2018.

O texto acima tem tudo para desmotivá-lo a investir cada vez mais em sua empresa. Mas você está enganado!

É natural que em meio a tanta crise, o consumidor tende a “colocar o pé no freio” nos gastos pessoais, e as empresas a diminuírem os investimentos.

Porém, são nos momentos de crise e insegurança, que surgem as grandes oportunidades. Quem nunca ouviu falar da história de Jorge Paulo Lemann? O maior empresário brasileiro construiu seu império, principalmente, nos momentos de crise da economia. Basta lembrarmos a compra da maior cervejaria dos Estados Unidos (Budweiser), pelo brasileiro e seus dois sócios (Marcel Telles e Beto Sicupira). A Budweiser era líder de mercado nos Estados Unidos, além de ser uma companhia extremamente tradicional. Poucos analistas de mercado acreditavam que Jorge Paulo e seus sócios pudessem comprar a cervejaria americana. Contudo, no ano de 2008, em plena crise financeira mundial, o grupo de brasileiros liderado por Jorge Paulo, comprou a Budweiser por US$ 52 bilhões. Hoje, não só a Budweiser pagou o retorno do investimento aos seus acionistas, como gera lucros a cada ano, com uma excelente gestão financeira e operacional.

Porém, não basta apenas aproveitar as oportunidades que a crise fornece. As empresas precisam também cortar custos e despesas desnecessárias, para conseguir sobreviver em períodos turbulentos da economia. Pequenas atitudes podem fazer grande diferença. Por exemplo: as empresas podem fazer campanhas internas contra o desperdício de água, energia elétrica e outras despesas que podem ser reduzidas, além de criar metas de redução para estes gastos.

Recentemente, foi divulgada uma pesquisa realizada pelo Insper em parceria com o Santander, onde a pesquisa informa que para os empreendedores brasileiros, o principal impacto da inflação sobre o seu negócio é a diminuição do lucro. Isto é natural, pois com o aumento da inflação, têm-se aumento nos preços de energia, água, matéria-prima, etc, e consequentemente redução do lucro e margem de contribuição. O que os empreendedores brasileiros precisam é enxugar as suas companhias, reduzindo ao máximo os custos e despesas desnecessárias, e investindo onde haja oportunidade.

A economia mundial já vivenciou diversas crises: Crash de 1929, nos Estados Unidos, boom da economia digital nos anos 2000, crise financeira mundial em 2008 e diversas outras crises. Porém, precisamos lembrar que a crise é passageira, e as companhias precisam investir pensando a longo prazo, não esquecendo, é claro, de reduzir os gastos desnecessários.

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