Crise? Oh, coitada!

É válido e justificável que se atribua à crise a responsabilidade total pela turbulência reinante nos tempos atuais? Qual a nossa participação nas consequências de hoje? Podemos nos eximir da responsabilidade direta ou indireta pelo status quo?

“Agitação é insatisfação – e insatisfação é o primeiro requisito do progresso. Mostre-me um homem plenamente satisfeito e eu lhe mostrarei um fracasso.”, Thomas Edison, inventor (1847-1931)

É sabido que vivemos intensos momentos de turbulência, tal qual uma aeronave em meio ao mau tempo.

Quando menos se espera surge uma nova notícia bombástica.

Valores são revistos, instituições são cobradas por uma ação mais enérgica, organizações são abaladas em suas estruturas de gestão, a sociedade pungente e ávida por reformas nos mais variados níveis.

Hoje experenciamos momentos de crise, quando não os tivemos?

Eles fazem parte da vida, são elementos essenciais ao aprendizado e a evolução da humanidade.

É válido e justificável que se atribua à crise a responsabilidade total pela turbulência reinante nos tempos atuais? Qual a nossa participação nas consequências de hoje? Podemos nos eximir da responsabilidade direta ou indireta pelo status quo?

Tenho identificado que há aqueles que num momento de insanidade e um misto de justificativa e desculpismo, veem a crise como a mãe que gerou todos os maus momentos de agora. Para estes tudo é gerado pela crise. O mercado não vende, está retraído, por causa da crise. A sociedade está insatisfeita, por causa da crise. A política não é confiável, por causa da crise. Os afetos estão conturbados, por causa da crise. Os colaboradores não têm mais alto desempenho, por causa da crise. Os governos estão falidos, por causa da crise. As empresas perdem faturamento e amargam pesados prejuízos, por causa da crise.

Será tudo isso verdade? Creio que a resposta mais sensata seja um sonoro não.

Atribuir à crise a nascente da má gestão empresarial, das desigualdades sociais, dos interesses escusos político-partidários, dos desajustes emocionais é ledo engano.

Uma constatação: acomodar-se é gerar alimento vital para a crise. É alimentar a proliferação de toxinas assustadoras que intensificaram os momentos difíceis.

Esquivar-se das soluções e das oportunidades que surgem, é semear o infortúnio.

Não buscar novas estratégias de gestão, é caminhar para a extinção empresarial.

Indiferença ante os problemas sociais, acostumando-se a vê-los como situações banais, é sinal de puro individualismo.

Aqui penso com exatidão que atitudes assim não levam a nada. Oh! Crise, tenho pena de ti, oh! Coitada.

Pense nisso, e mudarás!

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