Crise no horizonte? A palavra de ordem é inovar!

Organizações devem sempre inovar para surpreender seus públicos consumidores, de modo a lastrear o crescimento e consolidar seus negócios em um ambiente cada vez mais complexo, competitivo e dinâmico. Em tempos de crise, a inovação pode (e deve) ser entendida como um antídoto contra adversidades.

Em qualquer contexto ou circunstância, a inovação deve sempre ser avaliada como um caminho altamente poderoso para a conquista, manutenção ou aceleração do crescimento organizacional, mesmo quando o ato de inovar não é uma alternativa suficientemente plausível diante de eventuais dificuldades e obstáculos aparentemente intransponíveis. Na realidade, é justamente em momentos de forte adversidade que a inovação deve ser o tom principal da atividade empresarial. Nesse sentido, pode surgir, até mesmo, como um autêntico mecanismo de defesa contra as intempéries de tempos de crise e retração econômica, que tendem a minar ferozmente o consumo e a produção em todos os seus níveis, afetando direta e negativamente os resultados de companhias espalhadas por todo o mundo.

A recente crise financeira de 2008 explicitou exemplos bem acabados de empresas que aproveitaram os momentos recheados de pânico e incertezas para dar enormes saltos em suas operações e se consolidarem em mercados fortemente concorridos, postura essa que representou a conquista de vantagens competitivas altamente pertinentes no longo prazo. Gigantes como Monsanto, Apple e Unilever, entre outras multinacionais, mantiveram planos de investimentos previamente definidos e continuaram a desenvolver suas atividades com um foco amplamente direcionado para a inovação, aproveitando todas as oportunidades surgidas no cenário que se apresentava. Os resultados dessa postura corajosa e visionária foram o enfrentamento sóbrio, equilibrado e lucrativo dos tempos difíceis, assim como a saída fortalecida em seus respectivos mercados após a tempestade de péssimas perspectivas e projeções para a economia global.

É indiscutível o fato de que diferentes setores e empresas encaram as crises com diferentes intensidades, assim como também é indiscutível e inegável o contínuo apetite dos consumidores por novidades, independentemente de estarem em mercados desenvolvidos ou emergentes. Cabe às organizações ter a coragem de lançar novos produtos e serviços em tempos de crise, no intuito de aproveitar chances e oportunidades advindas desses momentos. Além de coragem, também são imprescindíveis a capacidade de adaptação e poder de resiliência, que correspondem a competências determinantes para o bom andamento do processo de constatação, análise e aproveitamento de oportunidades no ambiente de negócios. Essas competências, sem dúvida alguma, separam empresas visionárias daquelas que se apegam e se preocupam apenas com os obstáculos à sua frente.

Naturalmente, a inovação traz uma série de riscos consigo. Tais riscos têm enorme potencial para intimidar e limitar o desenvolvimento de projetos inovadores em companhias que não possuam a renovação contínua como um de seus pilares existenciais. Dessa forma, torna-se inegável a absoluta importância da constituição de uma cultura inovadora no núcleo organizacional, de modo que barreiras externas e incertezas conjunturais não sejam suficientes para corroer a capacidade criativa e a aura inovadora de empresas que se comprometam a surpreender seus consumidores regularmente.

Em tempos de crise, particularmente, o fôlego da concorrência tende a ser substancialmente reduzido, fato que abre espaço para as companhias inovadoras ganharem mercados (e dinheiro) através das deficiências e incapacidades alheias. Essa constatação representa uma espécie de lógica comercial que deveria servir de estímulo para a postura inovadora por parte de mais companhias, em especial nos próximos meses que prometem ser bastante conturbados. Aguardemos os próximos capítulos dessa verdadeira saga rumo à inovação em tempos de incertezas, que têm tirado o sono de muitos empresários e gestores e dado enormes esperanças a outros. E você, de que lado está?

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