Crise é um estado de espírito

O conceito clássico da crise é um estado de desestabilização de uma situação dada. Para o mundo empresarial esse estado de desestabilização se dá de maneira diferente para diferentes empresas. O que hoje se caracteriza como crise atinge, com certeza, todas as organizações; mas, certamente atinge de forma mais grave aquelas empresas que já estão enfrentando alguma dificuldade financeira. Essas são as que mais sofrem devido à crise. A crise é entendida pelo grau e estágio da dificuldade que a empresa esteja atravessando, podendo ser passageira devido às circunstâncias externas, principalmente, política-econômica; moderada em virtude de seus resultados deficientes internos, ou seja, dela mesma; influenciada por um determinado descontrole ou má condução dos gestores ou até mesmo em função de desentendimento dos sócios; e crítica que é uma junção das questões internas e externas. De qualquer sorte, toda crise é considerada momentânea e passível de ser revertida para um estado saudável, seja em qualquer grau ou estágio em que se classifica, podendo passar rapidamente, como também se estender anos a fio, sabendo que o que faz prolongar é basicamente ausência de plano de reversão, ações efetivas e monitoramento ostensivo dos resultados. Falando assim até parece discurso de palestrante apático às questões que afligem uma platéia endividada e que estão prestes a desistir dos seus negócios, cuja literatura já não faz mais sentido prático para solucionar os problemas de quem sofre com o peso da crise. Na minha convivência com empresas em dificuldades, percebo que a solução para o estado de crise, não está na reação do comércio, na mudança política-econômica e nem nas esperanças gloriosas, milagres, etc. e sim no estado de espírito de quem esteja querendo que o estado de crise seja revertido. Complicado? Talvez, dependendo da interpretação de quem esteja lendo este artigo. A maioria das empresas em crise de grau moderado ou crítico tem seu processo de reversão dificultado pelo próprio empresário o que faz com que o processo seja delongado ou até mesmo fracassado. As circunstâncias pelas quais o empresário fica inerte para o processo de reversão da crise são as mais diversas, as mais comuns são: conceito da crise não revista, plano de reversão não convincente com medidas e ações necessárias, mas desencorajadoras, estado frágil do empresário motivado pela pressão das dívidas, interpretação equivocada dos resultados econômicos e financeiros. Por outro lado, empresas que estiveram em crise crítica e chegaram até superar as expectativas de recuperação ousaram não apenas fazendo contenções, mas extrapolando limites do saber e da capacidade. Traçaram um plano realista de revitalização dos negócios, desenvolveram o empowerment, fizeram sensibilizar colaboradores e aliados externos, fornecedores, clientes, sobre os problemas até então isentos de suas responsabilidades, encorajaram, potencializaram e envolveram-se nos esforços e no cumprimento efetivos das etapas e ações, sem nenhum instante sequer terem se amolecidos, na prática e na vigilância da evolução dos seus resultados. São nos momentos de crise que encontramos as melhores oportunidades. Pense nisso!
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