Criar um filho é difícil pra caramba!

Se tem uma relação que é sempre recheada de conflitos é a relação de pais e filhos. Independente do grau em que aconteçam, eles sempre estarão lá. Conflitos!

Seus pais podem ter achado a mesma coisa. Seja grato! :)

Se tem uma relação que é sempre recheada de conflitos é a relação de pais e filhos. Independente do grau em que aconteçam, eles sempre estarão lá. Conflitos! Há uma briga constante pela definição de limites (por parte dos pais) e uma verdadeira batalha para dar uma “puladinha” fora da linha estabelecida (filhos). Essa “briga” assume uma forma diferente em cada fase do desenvolvimento.

Quando criança, é o horário certo de comer, o tempo determinado pra jogar, a tarefa que tem que ser bem feita, a hora de ir pra cama, a importância da higiene pessoal… E o filho sempre querendo resumir sua existência ao ato de brincar: não parar de brincar pra comer, brincar com a comida, jogar só mais 5 minutos, correr com a tarefa para brincar, pular na cama antes de dormir, brincar com o sabonete, fazer bolinhas com pasta de dente espumando na boca…

Quando maiores, os filhos dão muita importância aos amigos e querem demonstrar seu suposto amadurecimento ao mundo. Fazem isso por meio da roupa que vestem, da música que ouvem e do comportamento agressivo que, na maioria das vezes, adotam. São os chamados adolescentes. Essa fase é bastante duradoura, o que muda é o motivo pelo qual será necessário a força argumentativa (do filho) – entenda argumentação como gritos e portas batidas, se quiser – pra dar uma “puladinha” fora da linha. E os pais tem que lhe dar com esse turbilhão de novas atitudes ao mesmo tempo que trabalham, gerenciam a casa, cuidam de outros filhos e sofrem com problemas familiares, amorosos ou de outras origens.

Visto esses conflitos eu me pergunto se é possível sair mentalmente são lá do outro lado. Já viveu algo parecido aí? Alguma birra incontrolável?

No meio de todo stress, quando sua paciência sucumbiu, você pensou (?): “Como é difícil criar um filho!” ou “Com tudo o que estou passando ainda tenho que dar conta disso?”. Como você reagiu? Saiu fora de si e bateu? Ofendeu seu filho com palavras duras? Deixou de lado e foi para o quarto chorar? Ou, abandonou (emocionalmente) a si mesmo e deu atenção ao seu filho na intenção de fazê-lo entender os próprios atos e aprender – e por isso se sentiu esgotado?

Já parou pra pensar que seus pais podem ter sentido o mesmo enquanto tentavam educar você? Já meditou que seu pai e sua mãe também tinham uma vida além de você e que eles podiam achar tão difícil criar um filho quanto você acha agora? Já te ocorreu que tudo o que eles queriam era te ver feliz e por isso acharam a atitude tomada naquele momento de correção a mais adequada, assim como você quando admoesta o seu filho?

Na maioria dos casos felizes, toda essa intensa convivência termina como boas risadas na vida adulta. Mas há casos, mesmo que felizes, em que essa batalha de egos pode culminar em traumas, mágoas e raiva acumulada por ambas as partes (pais e filhos). A questão é: você já pensou em o que seus pais representam pra você?Qual a importância que eles têm na formação de sua personalidade? E mais, o quanto isso influencia na maneira como você cria seus filhos?

Você pode ter a melhor das intensões mas, dependendo da forma que você transmite isso ao seu filho, ele pode interpretar de maneira oposta à sua intenção, assim como pode ter acontecido com você e seus pais. Há, guardado na sua lembrança, algum momento em que você chorava por uma dor verdadeira e esperava de seus pais um abraço mas o que recebeu foi uma repreensão? Ou algum outro que esperava uma atitude de amor e recebeu outra no lugar? Você os comunicou de sua frustração na época? Eles te pediram desculpa? E se seu filho te dissesse que entendeu algo muito diferente do que você realmente disse e que ficou magoado com usas palavras, você teria a humildade de se desculpar e começar de novo? Você agiria igual ou diferente de seus pais diante da mágoa do seu filho? Seja sincero.

Já pensou em expor aos seus pais como o comportamento deles teve impacto sobre você? Em como se sentiu perdido e qual foi sua visão naquele momento e como gostaria de ter sido tratado? Não deixe que suas mágoas tenham impactos negativos na vida de seu filho. Trabalhe isso dentro de você, não repita padrões. Entenda que seus pais tiveram as mesmas dúvidas que você tem agora, ou talvez até maiores; que eles se sentiram inseguros em determinados assuntos, assim como você se sente ao criar seu filho. Que antes de serem pais, eles são seres humanos, portanto, sujeitos a erros. Para um filho, o pai sempre vai ser “grande”, mas um pai, ao se olhar no espelho, sempre vai torcer pra ter feito as melhores escolhas ao ensinar o filho.

Se dê a liberdade de perdoar os erros de seus pais, foque nos acertos. Veja O SER INCRÍVEL e interessante que você se tornou; mesmo com todas essas questões. Quer você queira ou não foram suas experiências (as dolorosas e as felizes) que fizeram de você a pessoa que é. Reconheça seus pais como pais, como pessoas “superiores” a você em hierarquia; perdoe-os, deixe com eles o que é deles e traga com você apenas o que lhe for útil ao coração e, principalmente, receba o amor que eles dão a você e devolva verdadeiramente esse amor a eles. Você pode, por hora, não entender a maneira de amar deles, mas olhe por outra fresta da porta de seu coração, aquela livre de mágoas, e verá o quanto você é amado. Aceite esse amor. Entenda que no mesmo espelho que você olha agora, seus pais já olharam um dia, torcendo para terem sido o melhor que poderiam ser PRA VOCÊ! Eles deram o máximo que podiam, mesmo que não tenha sido suficiente pra você. Foi tudo o que eles conseguiam e sabiam dar.

Lembre-se sempre: Criar um filho é difícil pra caramba! Seus pais podem ter achado a mesma coisa. SEJA GRATO!

Publicado originalmente no blog Quem Crescemos.

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