Cooperativismo, um caminho para o problema fundiário.

Cooperativismo, um caminho para o problema fundiário. LEONARDO RODRIGUES FERREIRA O Brasil é ainda um dos poucos paises do mundo que não resolveu por completo o problema fundiário. Os movimentos que ai estão, já extrapolam os limites de uma reivindicação pacifica e alcançam ares de confrontação. Sabe-se que entre os trabalhadores sem terra, esses movimentos são passivos à infiltração de pessoas estranhas movidas por interesses pessoais o que tem contrariado até certo ponto verdadeiros anseios do segmento. A histórica omissão do estado para resolver esse problema que é fundamental para o conduto da sociedade civil, tem ensejado os confrontos entre proprietários e os sem terra. A questão é agravada ainda com o discutível conceito de terra improdutiva, uma das razões das sucessivas invasões de propriedades. Vale lembrar que o conceito de terra improdutiva deriva de dispositivo constitucional. A lei autoriza ainda a expropriação quando a terra é utilizada para a plantação e cultivo de droga. O que falta porém é uma ação mais incisiva do aparelho estatal na aplicação da norma, e com a devida celeridade, o que evitaria tais conflitos. Um programa sério e conseqüente de reforma agrária envolve não apenas a simples distribuição de terras, mas também todo o planejamento técnico operacional, envolvendo estudos climáticos, análise de solo, distribuição de sementes conforme as estações do ano, colheita e escoamento das sacas até a destinação final dos produtos a comercialização. Uma solução simples seria o governo criar cooperativas locais organizadas por administradores, as quais funcionariam da seguinte forma: as terras, pertencentes ao estado, seriam utilizadas para a produção com todas as condições favoráveis. A colheita seria partilhada entre o governo e o trabalhador, por percentuais a serem pactuados. O vinculo do trabalhador dar-se-ia com a cooperativa que repassaria o percentual estipulado e acordado do resultado produtivo. O mercado consumidor seria beneficiado, pois os produtos comercializados pelas cooperativas teriam qualidade e preço diferenciados, tendo em vista os subsídios oferecidos pelo estado. Esse programa, além de uma serie de vantagens para os micro e pequenos agricultores, implicaria na redução dos índices de desempregos. O governo, por sua vez poderia estimular parceria com empresas privadas que trabalham com projetos sociais, o que resultaria em benefícios para os vários segmentos, repercussões positivas na melhoria da qualidade de vida das comunidades. LEONARDO RODRIGUES FERREIRA Administrador, Especialista em Administração Financeira.
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