Contratação de jovens como alternativa em tempos de crise

Contratar aprendizes traz benefícios que vão muito além só do custo. Leia o artigo e comprove

Diante do cenário econômico atual torna-se um grande desafio para empresas e profissionais de RH manter um quadro de colaboradores capaz de suprir a demanda das organizações, e ao mesmo tempo, não elevar os custos com folha de pagamento.
Investir na formação de profissionais em início de carreira abre um leque de possibilidades muito interessante para as organizações, sendo uma excelente junção entre a necessidade de conter gastos com pessoal e a disposição em aprender de quem busca por sua primeira oportunidade, seja como estagiário ou até mesmo uma vaga CLT. Assim as empresas podem contar com universidades e instituições de capacitação profissional como grandes aliados na preparação desses novos talentos, sem colocar em risco a qualidade e credibilidade do trabalho desenvolvido.

Outra alternativa para esta realidade do mercado é a contratação de aprendizes, que além de atender uma determinação legal (a lei nº 10.097/00, determina que empresas de médio e grande portem contratem uma cota de 5 a 15% de seu quadro de funcionários, na condição de jovem Aprendiz), torna-se uma maneira eficaz de suprir a necessidade de contratar, sem gerar gastos que comprometam a organização.

O programa de aprendizagem compreende uma carga horária composta por atividades teóricas (a ser realizada em instituição validada pelo Ministério do Trabalho e Emprego) e carga horária prática (destinada as horas em que o jovem fica na empresa) O jovem aprendiz pode realizar uma jornada com duração de quatro à seis horas, com salário proporcionalizado a quantidade de horas trabalhadas.

Obviamente, também deve-se considerar a questão do incentivo fiscal e benefícios para as empresas que optam pela contratação do aprendiz. A Lei de Aprendizagem estabelece que o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é de apenas 2%, além de isentar as empresas do pagamento de aviso prévio remunerado e da multa rescisória. Já as organizações optantes pelo SIMPLES Nacional, não sofrem aumento em sua contribuição previdenciária.

Além disso, trata-se muito mais do que uma estratégia para redução de custos. Através da contratação deste tipo de mão de obra, a empresa tem a oportunidade de “moldar” o perfil deste jovem profissional de acordo com sua cultura e necessidades, além de contar com o entusiasmo, poder de inovação e criatividade dos jovens. A própria carga horária destinada as atividades realizadas dentro da instituição formadora, pode contribuir positivamente para o desenvolvimento das atividades do jovem na empresa, pois ele estará próximo a conteúdos atuais, conhecendo ferramentas e novas tendências de mercado.

Ainda assim, mesmo diante de tantas vantagens, algumas organizações ainda temem delegar atividades de cunho menos operacional e mais administrativo aos jovens. Para evitar esse tipo de receio e otimizar a contratação do aprendiz, tornando-a produtiva e representativa no desenvolvimento de suas áreas, a organização junto ao setor de recursos humanos, deve buscar por jovens mais preparados para assumir esse tipo de atividade.

Hoje o mercado conta com instituições que oferecem cursos de capacitação profissional, focados em melhorar a preparação de quem busca por sua primeira oportunidade. Além disso, no momento de escolher a entidade na qual o aprendiz realizará suas atividades teóricas, é importante selecionar uma organização que atue em parceria com empresa auxiliando – a não só pedagogicamente, mas também na formação comportamental do jovem.

Agindo de maneira estratégica e incentivando a formação de novos talentos a empresa pode otimizar seu quadro de colaboradores, de forma econômica, cumprindo também seu papel social junto aos jovens.

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