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O teste mais verdadeiro do quanto alguém é bom em termos de poder é que nada lhe interessa mais do que os problemas das outras pessoas, porque é uma oportunidade de ser decisivo e exercer autoridade sobre essa outra pessoa. Michael Korda Pare por um minuto. Deixe tudo o que você tem a fazer de lado e pense na seguinte pergunta: Qual é o fator determinante para se ter sucesso profissional nos dias atuais? Muitos diriam ser o conhecimento técnico, pois ele permite às pessoas que o detêm vislumbrar respostas para os problemas cotidianos de uma forma inimaginável para a população em geral. Além disso, a posse de um grande conhecimento técnico, como diria Steven Levitt em Freaknomics, deixa a pessoa em uma ótima situação quando comparada às demais, pois ela detém informações que outras pessoas não possuem. Porém, ainda de acordo com Levitt, com o surgimento da Internet as informações estão deixando cada vez mais de ser um privilégio de uma classe e, conseqüentemente, instrumento de poder. Hoje, há informação disponível por toda parte e qualquer pessoa interessada pode usufruir dela. Outras pessoas diriam ainda que a chave para o sucesso está em possuir/desenvolver "capacidade de estabelecer networking". Para essas pessoas nada é mais importante do que ter milhares de cartões de visita no bolso, boas roupas para usar em eventos de gala, um bom livro de regras de comportamento social, marketing pessoal, e coisas do tipo. Com certeza, tanto o conhecimento técnico como a capacidade de estabelecer networking, assim como várias outras competências, têm grande importância no desenvolvimento de uma carreira, porém acreditamos que a única coisa capaz de levar alguém a alcançar verdadeiro sucesso profissional são as atitudes in loco, ou seja, o comportamento no ambiente de trabalho e a qualidade do relacionamento com os demais. O conhecimento acumulado é muito importante, pois é ele que fará com que a pessoa aja de forma racional perante os problemas do dia-a-dia organizacional. Francis Bacon afirmava que saber é poder. Porém, faltava algo na premissa baconiana; algo que Lair Ribeiro percebeu e tratou de corrigir com a sutil emenda: Saber é poder... em potencial. De nada adianta ser uma enciclopédia ambulante se não puder pôr em prática o que se sabe. É nessa parte que entram as Habilidades Interpessoais e, dentre elas, as relações de Poder e Autoridade. Com relação à autoridade, pensemos um pouco sobre a seguinte questão: Quem tem mais autoridade, o chefe ou o subordinado? Várias pessoas responderiam o chefe, pois ele está acima na pirâmide hierárquica organizacional e, logicamente, detém maior autoridade. No entanto, receamos que isso não seja, necessariamente, verdade. A pirâmide hierárquica confere maior PODER a quem está em seu topo, mas isso não significa maior AUTORIDADE. Em um ambiente empresarial os chefes hierárquicos podem até ter maior poder sobre as atividades realizadas cotidianamente, porém de nada adianta o poder do chefe se o mesmo não tiver a Autoridade necessária para implementar suas decisões. Atualmente, o que se vê nas empresas é um grau cada vez mais elevado de especialização e conhecimento. No início do século XX, com o surgimento das grandes corporações, o profissional-médio era aquele que trabalhava na produção das empresas, que ganhava pouco e que tinha baixo nível de escolaridade. Enquanto isso, no século XXI, com o desenvolvimento das empresas de serviços, o profissional-médio é aquele com alto nível de instrução, que exige altos salários e que está plenamente disposto a deixar a empresa caso seus objetivos não sejam atendidos. Como exercer autoridade sobre pessoas com conhecimento tão vasto e com tanta liberdade para deixar as empresas? Como liderar em tempos em que as competências são cada vez maiores, e que cada funcionário acumula um "know-how" muitas vezes maior que de seus próprios chefes? Acreditamos que a frase que prefacia esse texto nos dá a resposta: ajudar as pessoas. Nada é tão eficaz, no que diz respeito a liderar e a exercer autoridade, do que ajudar a todos que precisem da sua ajuda. Quando as pessoas precisam de ajuda, e você tem as informações que poderão ajudá-las, você está em uma ótima situação, esta é uma oportunidade única de exercer autoridade e, até, poder sobre essa pessoa. É assim que os profissionais se desenvolvem em um ambiente organizacional competitivo. Saint-Exupéry, em O Pequeno Príncipe, definiu perfeitamente bem esse conceito. Naquele livro ele diz: Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas. Ou seja, se você me cativa eu sempre confiarei em ti e em seu potencial. É bastante provável também que irei dizer a meio mundo o quão competente e eficaz que você é. Em outras palavras, eu ficarei em dívida com você e, mais cedo ou mais tarde, vou ter que te ajudar também. É essa a chave do sucesso nos dias atuais, a interdependência. O egoísmo e o interesse-próprio tiveram seu tempo no século passado onde o conhecimento era privilégio de uma classe e, quando repassado aos funcionários, esse era pasteurizado e distribuído em pequenas cápsulas. Hoje, porém, o conhecimento está disseminado e uma das formas mais eficazes de se relacionar e se desenvolver é distribuindo e arrecadando informações, conhecimento. O sucesso está cada vez mais relacionado ao ajudar o próximo, ao se atentar às necessidades alheias, ao altruísmo e não ao egoísmo. Aquele SINCERO conte comigo é hoje mais válido do que nunca. Em tempos em que as cidades estão cada vez maiores e as pessoas cada vez mais sozinhas, uma mão amiga tem um sentido realmente grande. E você, é claro, não irá perder essa chance de cativar, seu sucesso depende disso! Porém, se apesar das palavras aqui escritas, você ainda ficar em dúvida sobre a importância do tema descrito, CONTE COMIGO para te ajudar.
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