Comunique valor e alcance o sucesso

O sistema linguístico representa o nosso modelo de realidade, ou seja, o mundo interior. As palavras rotulam o que representamos internamente. No silêncio, guardamos aquilo que não compreendemos a nosso respeito

Apesar de termos as palavras para descrever o universo que habita em nós, vale lembrar que é impossível expressar na integra, a realidade interna através da expressão falada.

Por isso acabamos por meio da linguagem, generalizando, distorcendo e apagando informações a respeito de determinada experiência. Por meio da palavra, sem sabermos, criamos uma dualidade, entre o que experienciamos e o que expressamos.

Em função disso, corremos o risco de sermos mal interpretados e, frequentemente justificamos alguns deslizes de comunicação dizendo:

- Bem, não era bem isso que eu queria dizer!

Para evitar conflitos de linguagem podemos fazer uso das “super-perguntas”.

Você sabe o que elas são?

Definem-se como intervenções pontuais que farão a pessoa sair de uma análise ampla para algo específico. Por exemplo:

1. Eles não me entendem!

- Quem especificamente não te entende?

2. Meus colegas me ignoram!

- Como, especificamente, você se sente ignorado?

3. A minha mãe sempre briga comigo!

- Sempre? Sempre mesmo?

Uma comunicação eficiente deve levar em consideração que a expressão verbal é apenas uma parte daquilo que se quer dizer e nunca é uma informação fidedigna do que de fato acontece.

Para evitar confusão e julgamentos precipitados, é recomendável não alucinar, criando uma falsa certeza que gera conclusões adiantadas. Os exageros impõem uma realidade duvidosa.

Nada é o que parece ser, pois a informação, após passar pelo filtro pessoal, constitui-se uma representação da realidade e jamais a realidade em si.

Faça perguntas poderosas e aumente a sua eficácia na comunicação falada.

Questões do tipo “COMO”

- Como é que você faz isso?

- Como você sabe que isso é bom para você?

- Como você reage em relação a isso?

- Como você gostaria de ter se comportado em tal situação?

- Como você pode assumir o controle da situação?

Questões do tipo “O QUE”

- O que aconteceu?

- O que você pensa sobre isso?

- O que isso significa para você?

- O que alguém importante na sua vida pensaria sobre isso?

- O que Jesus, Buda, Chris na pensaria sobre isso?

- O que você pode fazer numa próxima oportunidade?

- O que você fará da próxima vez?

- O que isso está afetando a sua vida?

- O que isso está afetando outras pessoas?

Questões do tipo “QUAL”

- Qual a grande lição deste acontecimento?

- Qual seria uma visão positiva sobre este assunto?

- Qual o tempo que você quer que isso dure?

- Qual seria uma nova possibilidade?

- Qual o resultado positivo/negativo desta decisão?

Questões do tipo “QUANDO”

- Quando você vai iniciar/finalizar?

- Quando você pode fazer?

- Quando você decidiu?

- Quando isto irá acontecer?

- Quando você começará a mudar?

Questões do tipo “ONDE”

- Onde vai ser?

- Onde começou a dar certo?

- Onde você se vê fazendo isso?

- Onde você estará daqui cinco anos?

- Onde poderá ser iniciado?

- Onde é possível acontecer?

Questões do tipo “POR QUE”

- Por que você fez isso?

- Por que você está agindo desta forma?

- Por que isto é importante para você?

- Por que você acredita ser difícil?

- Por que isto acontece?

Sendo assim, tome cuidado com as generalizações. Acostume-se a usar as super-perguntas, elas refinarão a sua expressão verbal.

Pense nisso!

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