Comunicação: uma das mais importantes ferramentas estratégicas
Comunicação: uma das mais importantes ferramentas estratégicas

Comunicação: uma das mais importantes ferramentas estratégicas

Uma das maiores dificuldades das lideranças hoje é fazer-se chegar de modo claro e assertivo as informações necessárias aos seus clientes internos e externos, formando, assim, uma ampla cadeia de valores tangíveis e intangíveis para as empresas

De imediato é necessario considerar que a comunicação, mais precisamente a empresarial, não flui no vazio, não se realiza à margem das organizações, mas está estreitamente associada a um particular sistema ou a uma específica cultura organizacional e é, portanto, a expressão de uma realidade concreta!

As ferramentas de comunicação constituem um meio de educar, informar e formar opiniões. O canal mais indicado a ser utilizado vai depender do perfil do público interno e deve considerar qual linguagem e o tipo de conteúdo adequado como principais características, não deixando de levar em conta os recursos disponíveis, a estrutura e cultura organizacional, pois a combinação desses vários veículos possibilita atingir os mais diversos tipos de público.

Assim, para que a comunicação seja assumida como estratégica, será necessário que essa condição lhe seja favorecida pelas lideranças, pela cultura e pela alocação assertiva dos recursos humanos, tecnológicos e financeiros, pois sem o seu total alinhamento, nada se realiza!

A intenção e o desejo, apenas, não produzem a realidade. Logo, se esses pressupostos não estiverem devidamente satisfeitos, não haverá sintonia e, por consequência, a não conclusão da informação.

Richard Winttington lista 4 teorias sobre estratégia: clássica, evolucionista, processualista e sistêmica, sendo essa última, para a comunicação, a mais realista e menos dogmática, assumindo que a estratégia não depende somente do mercado, mas também das condições sociais e da cultura das organizações. Além disso, admitindo que o planejamento é possível e necessário, mas que precisa levar em conta fatores internos e externos às organizações e, que de alguma forma, pode prever futuros ou iminentes conflitos entre as esferas global e local, passa a ser, assim, a mais estratégica de todas as teorias de Winttington.

A comunicação torna-se, portanto, um instrumento valioso para a busca da lealdade com o cliente e na relação empresa-empregado. Pela relevância estratégica, cabe deter-se na comunicação a ponte para a participação geradora de uma transformação cultural e organizacional.

A ferramenta de comunicação precisa estar alinhada à estratégia da organização e direcionada aos públicos com os quais a empresa pretende se relacionar. Assim, a área de comunicação deve utilizar os instrumentos de forma integrada e direcionada aos diferentes stakeholders e zelar para que as práticas das atividades dos demais setores estejam alinhadas às estratégias e crenças das empresas. Afinal, a essência do posicionamento advém da missão, da visão e das relações da empresa.

A comunicação é uma questão de atitude, que deve ser priorizada na gestão e, como tal, parecer ser bem simples em sua prática, quando à serviço da gestão, do reforço positivo de uma marca e da contrução de vínculos, devendo ser planejada estratégicamente.

O quê? Como? Quem? Quando comunicar? São perguntas que devem ser feitas quase que diariamente entre os gestores da organização para fazer valer o desmembramento de suas estratégias e o reforço positivo da imagem da empresa.

Então, podemos concluir que a falta de informação autoriza uma contra informação, abrindo espaço para a "Radio-peão", o que geralmente é remar na contramão da imagem positiva da empresa e da qualidade de seus vínculos. É necessário desenvolver uma visão integrada da comunicação em conexão com a cultura organizacional e com o ambiente de todos os negócios da empresa.

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