Café com ADM
#

Comportamento organizacional na Administração Pública

Este artigo tem o intuito de evidenciar a importância do C.O no interior da administração pública, a qual possui inerentemente um estilo burocrático, informal, grupos de trabalho passageiros e não disponibilidade de carreira (não há crescimento profissional)

Comportamento organizacional é um campo de estudo que há tempos já vem sendo estudado por diversos teóricos de renome internacional, acontece que em períodos distintos de nossa época ele obtinha outro título, há 50 anos era denominado como “relações humanas” e há seis décadas mais distantes tinha um singelo nome de “administração de pessoal”, alguns estudiosos sentindo a restrição deste último resolveram denominá-lo mais robustamente como “administração de recursos humanos”.

Este artigo tem o intuito de evidenciar a importância do C.O no interior da administração pública, a qual possui inerentemente um estilo burocrático, informal, grupos de trabalho passageiros e não disponibilidade de carreira (não há crescimento profissional).

Não se pode olvidar que o C.O – Comportamento Organizacional - tem uma relevância tão enorme que é através do cabal conhecimento dele que o executivo visualizará sua carreira se desenrolar totalmente em direção a sua plenitude, afinal:

“O conhecimento puramente técnico é capaz de levá-lo até um certo ponto. Depois disso, as habilidades interpessoais tornam-se imprescindíveis.”(WEINBACH apud ROBBINS, 2002, p.1)

Consoante Wagner (1999, p.6) “Comportamento organizacional é um campo de estudo voltado a prever, explicar, compreender e modificar o comportamento humano no contexto das empresas.”

Por outro lado:

O comportamento organizacional é um campo de estudos que investiga o impacto que indivíduos, grupos e a estrutura têm sobre o comportamento humano dentro das organizações, com o propósito de utilizar esse conhecimento para promover a melhoria da eficácia organizacional (ROBBINS, 2002, p.6)

Ou seja, o C.O tem seu foco estabelecido no chamado fator humano, aspecto amplamente discutido e estudado a fundo pelo ilustre Peter F. Drucker. Fator humano (indivíduos, pessoas, grupos, etc.) é tão complexo e de certa forma ambíguo que os estudos do C.O são apoiados em sua estrutura por diversas disciplinas como psicologia, psicologia social, sociologia, antropologia, ciências políticas, comunicação e outras.

Essa reunião de diversas disciplinas demonstra o tamanho do “problema” que é o C.O, por isso seu alicerce de estudo deve estar fortemente amparado, afinal, lidar com o ser humano não é das tarefas mais fáceis, bem como a forma como administramos ele – ser humano - é que surtirá efeito no sucesso ou insucesso da organização, através das palavras do ilustre Robbins (2002, p. 25, grifo nosso) vem à tona a ação que grandes empresas utilizam no interior de suas diversas estratégias:

A Intel faz isto. Como também a Microsoft, a Motorola, a W.L. Gore & Associates, a Southwest Airlines, a Bem & Jerry’s Homemade, a Hewlett-Packard, a Lincoln Eletric e a Starbucks. O que elas fazem? Essas empresas possuem estratégias do tipo as pessoas em primeiro lugar.

Mas afinal, por que se preocupar com o ser humano, com seu desenvolvimento no escopo de trabalho, suas necessidades, sua importância para a organização, o que isso influirá num produto e/ou serviço, ou até mesmo na marca de uma empresa, na imagem de uma prefeitura ou qualquer outro órgão público, por que colocar as pessoas em primeiro lugar ? Essa indagação deve estar latente neste momento nas cabeças de muitos leitores que apreciam essas linhas. Por que o Servidor público deve ser colocado em primeiro lugar ? Será que ele recebe algum tratamento distinto do trabalhador privado, será que seus serviços pagos por nós – contribuintes -, são tão simples que não merecem serem devidamente recompensados, ou será que ele (funcionário público) já tem o que merece?

A contenda que se trava com intensidade em diversas cabeças neste momento relembra as lutas memoráveis de Muhammad Ali e Joe Frazier (dois excepcionais boxeadores) onde não se conseguia apontar o vencedor antes que a luta terminasse, ou seja, ambos obtinham grandes habilidades e status semelhantes, ou seja, independente da administração onde o indivíduo labore, seja ela privada ou pública, o zelo com ele (colaborador) é insofismável para o resultado positivo ou negativo da organização como um todo. Tal ação é tão relevante, que Robbins (2002, p.25) é soberbo e preciso em suas palavras:

As organizações que colocam as pessoas em primeiro lugar possuem uma força de trabalho mais dedicada e comprometida. Isto, por sua vez, se traduz em funcionários mais produtivos e satisfeitos. Esses funcionários estão dispostos a todos os esforços necessários para que seu trabalho seja realizado da melhor maneira possível. Esse tipo de estratégia também possibilita que a organização recrute funcionários mais conscientes, capacitados e leais.

Você já imaginou termos funcionários públicos com essas qualidades? É claro que podemos sonhar com isso, mas antes disso, devemos saber se eles possuem condições que os aufiram despender essas qualidades em seu escopo de trabalho.

ExibirMinimizar
CEO Outllok, A era da liderança resiliente. Confira os Resultados.